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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

CONTEÚDOS ESSENCIAIS DA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DOS SURREALHUMANITY

          

               PROJECTO

 

     e-URO.THOPIA©XXI.UE

 

 

O NOVO PUZZLE-CLUSTER  EDUCACIONAL, CULTURAL

E SUPRANACIONAL, DA REGIÃO DA BEIRA INTERIOR SUL,

NO VIGENTE QUADRO DA UE A 27

 

 

 

 

 GRUPO  DE TRABALHO SURREALHUMANITY

 12º ANO SÓCIOECONÓMICO

 

 

 

Fábio Filipe Alves Barata,

João Nuno Ferreira Delgado,

Ruben Emanuel Martins do Espírito Santo

Samuel Ferreira Dias   &

Teresa Micaela Mendes Casteleiro

 

 

O DOCENTE SUPERVISOR

Nelson Morais Agostinho

 

 

EXTERNATO DE NOSSA SENHORA

DOS REMÉDIOS*TORTOSENDO

ÁREA CURRICULAR NÃO DISCIPLINAR : ÁREA DE PROJECTO 12º ANO

 

 

 

CONTEXTUALIZAÇÃO PREAMBULAR

 

Sob a auspiciosa batuta dos alexandrinos mares camonianos e despertos pelo demarcado contraponto dos meandros pessoanos, a quatro vozes, do vislumbrado Quinto Império, verosimilmente, audíveis nos seus sempre actuais aposentos pós-modernos, sentimo-nos movidos por uma Perfeição que nos transcende e nos convida a caminhar em frente rumo a um futuro superior, com o imperturbável optimismo de um pai, que vê no silêncio mais sorridente do seu filho, o ónus, legitimador e não bastardo, da prova da sua existência – este pomposo e circunstancial logos, a que os poetas mais bafejados pelo fulgor divino costumam intitular de Amor  ; e que outros, certamente menos dotados, optam, em seu lugar, por designar de Santo Graal.

 

Mudaram-se os tempos, efectivamente, e voltaram a mudar-se as nossas vontades - como bem o vaticinara Camões : os novos ventos da globalização sopram, hoje, pelos quatro cantos do globo com uma celeridade espantosa, e não há recanto algum que lhes possa escapar; o seu deslumbrante eco reverbera no mais íntimo das consciências societais contemporâneas, sobretudo, junto dos aglomerados urbanos (também conhecidos por clusters) e das grandes metrópoles, que conseguem atrair a si multidões apaixonadas, ávidas por novas vivências e por outro género de soluções existenciais, exigindo-lhes a colonização das periferias a troco de uma nova rede de acessos e de galanteries. A este propósito, as estatísticas conhecidas e já divulgadas, deixam antever um cenário deveras preocupante para os aficionados do mundo rural e da virginal Mãe-Natureza, ao bom estilo da Aufklarung germanófila.

 

Dispomos, além disso, de muitos outros dados alarmantes no que concerne à sustentabilidade ambiental e climática do planeta e, muito por obra da ameaça que os movimentos terroristas e bombistas nos vão obrigando a sentir, - emergindo do seio de activismos geopolíticos sedentos de poder à escala mundial - vamos pondo, seriamente, em risco a possibilidade de a Organização das Nações Unidas vir a conseguir criar plataformas de entendimento e de convergência, entre as várias sensibilidades que a compõem. Actualmente, as intelligentsias dos países com maior pendor imperialista e propensão hegemónica, escondem toda a sua desconfiança sob a carapaça do homo economicus, enquanto termóstato do novo clima que se faz sentir um pouco por todo o lado. É, por isso, natural ouvirmos dizer aos nossos políticos e governantes, que a política se encontra refém da economia pura, tendo em conta a actual conjuntura global.

 

Não podemos escamotear o jogo que a União Europeia tem feito a este propósito, desde as intervenções militares no Koweit e nos Balcãs, sob a liderança das forças militares estado-unidenses – com a agravante do derradeiro destes conflitos ocorrer em território continental europeu, impondo uma mediação institucional sensata a creditar nos anais da História. As dificuldades sentidas ao nível das negociações diplomáticas entre os vários Estados-Membros continuam a fazer sentir-se, especialmente, nos momentos em que a suposta Europa deveria falar a uma só voz : seja em relação à intervenção militar norte-americana no Iraque, seja, mais recentemente, em relação à possibilidade de convergir quanto a ratificação de um eventual Tratado Reformador – mesmo que minimalista nos seus pressupostos identitários e filosóficos. Urge, por conseguinte, repensar, desde as suas raízes, todo o modelo do projecto europeu em curso – nas suas várias dimensões económica, política, educacional, institucional, ética e cultural -, no sentido de o potenciar na sua máxima amplitude e de o afirmar eficazmente no plano internacional. Todavia, parece-nos - e isto sem desprimor para os sucessivos líderes dos últimos anos -, que a legitimação política das várias instituições europeias existentes, continua a carecer de outro tipo de afirmação mais consistente junto do cidadão comum, muito por obra do seu afastamento territorial e distanciamento participativo, no que ao exercício da cidadania diz respeito.

 

É, deste modo, que os ecos e estilhaços mais estridentes do Eu de Pessoa não deixam de nos fazer estremecer, a nós longínquos europeus da Era XXI, igualmente, filhos de uma espuma adocicada e de um mar salgado, sempre deslumbrados com as cinco cores com que, incansavelmente, decidimos pintar as terras que nos cabe unir. Talvez, por este facto, a precursão exercida pelo vibrante tridente “Deus quer, o Homem sonha e a Obra nasce ” continua a emitir retumbantes murmúrios, que aos nossos ouvidos, concentrados na sua desatenção, soam como uma nova composição musical revolucionária, cujas linhas melódicas e harmónicas ainda falta depurar em jeito de escanção ultramarina. Não fossem os mares os imortais barões da sobriedade e da mais contrita profecia, lacrimosa e de saudade, é certo; mas, límpida no seu apoteótico esplendor.

 

Nesse sentido, o pioneiro desafio que haveis considerado adequado lançar a todas as escolas secundárias do nosso país e, por arrastamento, às próprias cidades e respectivas autarquias, vem não só ao encontro da nossa visão regional, nacional e europeia para as próximas décadas do século XXI, como também, acaba, incontornavelmente, por nos confrontar com a plausibilidade de uma nova utopia, tão desejosa de se afirmar no quadro da globalização vigente, quanto singrar no plano do reencontro dos valores humanistas, frente ao clima de incerteza que, habitualmente, nos sentimos impelidos a respirar. Com abnegada reverência e elevado sentido de humildade, aqui vos deixamos em mãos a nossa simples proposta - na qual cada um de nós depositou, e continuar a depositar, todo o seu optimismo e benfazejo agoiro -, quanto ao nome, achámos por bem o apodo : EUROTHOPIA XXI. O óptimo seria que fosse do vosso inteiro agrado e pudesse contribuir, de facto, para engrandecer as cidades, elas sim, as mais directas beneficiárias no encalece de todas estas idiossincrasias processuais.

 

Afinal de contas, não seremos nós, portugueses da ocidental praia lusitana, por mares nunca antes navegados além da Taprobana, quem na sua matriz filogenética consigo transporta, desde o berço, o motu proprio da globalização ?

 

Terá a Escola de Sagres, realmente, sucumbido face à erosão da temporalidade ou estará Ela à espera de ser reencontrada por algum outro Infante ?

 

 Que as cidades e regiões da nação mais amadurecida do Velho Continente despertem para a nova madrugada que, muito em breve, irá irromper, antecipando o crepúsculo cristalino de uma nova manhã cheia de promessas e de sonhos – basta que oiçamos a Nona Sinfonia dar voz à alma de Friederich von Schiller  e compreenderemos do que se trata.

 

Deixemos de sonhar para nós próprios e aprendamos a sonhar para os outros.

 

Que se ergam, pois, essas Cidades ! Que sejam, sobretudo, Criativas !!  CIDADES CRIATIVAS !!!

Que a nossa Pátria seja o Mundo. Que no coração desse Mundo encarne o Homem. Que desse Homem nasça a mais bela Utopia. Que essa Utopia seja, também, esta nossa Pátria.

 

Na continuidade deste preâmbulo, apresentamos, em seguida, a descrição da estrutura que subjaz a todo o nosso trabalho, optando por um tipo de abordagem que destaque, em primeiro plano, o enquadramento e a visão do nosso projecto.

 

 INTRODUÇÃO À TEMÁTICA

 

ENQUADRAMENTO E VISÃO DO PROJECTO

 

Numa altura em que se pretendem retomar as linhas de orientação do mais que badalado, Protocolo de Quioto, com o intuito de, definitivamente, encetar esforços, em espírito de concertação e cooperação plenas, por forma a tentar pôr cobro, à escala internacional, aos constantes alertas com que o degelo dos glaciares do Ártico nos ameaça bater à porta de casa – esperamos, ao menos, que as colossais jazidas petrolíferas ali existentes não venham a desencadear outro tipo de problemáticas geopolíticas e estratégicas ;

num momento em que a actual União Europeia a 27 se debate, a nível interno, com a possibilidade da viabilização de um novo Tratado Reformador Intergovernamental, de contornos tendencialmente minimalistas, que possa, na sequência dos acórdãos de Schengen e do já consignado Tratado de Nice, catapultar os vários parceiros na corrida a uma Europa mais forte e coesa, desde logo, na sua participação nas grandes decisões políticas mundiais, com o seu role de valores humanistas ;

numa época recheada de inovações tecnológicas e de infindáveis caudais de informação teleguiada, em que a ditadura do pensamento único parece querer exibir todo o seu arrogante potencial, inclusive no direito ao acesso à Cultura e à Educação livres – seria desejável uma maior ambição, em matéria de alta mobilidade, que nos permitisse transpor a actual fasquia imposta pelo vigente triumvirato Erasmus, Comenius e Grundtvig -, ao serviço de um modelo de sociedade urbana que começa a conhecer os seus primeiros dias de crise e cuja bandeira bem hasteada vive desfraldando ao sabor da mais vulgar das precariedades. As Cidades de todo o globo devem procurar encontrar-se consigo próprias e com as suas realidades actuais, na busca da sua univocidade identitária, num mundo que se vê cada vez mais globalizado e multipolar : em nossa modesta opinião, as grandes metrópoles devem, em regime de convergência estratégica, fazer tudo ao seu alcance para travar as suas exponenciais expansões periféricas - autênticos convites ao desmantelamento do mundo rural – e apostar numa visão a longo prazo de crescimento sustentável, cooperando com as localidades de menor dimensão (aldeias de referência, vilas e cidades com menor área de superfície) no sentido de as levar a alargar os seus raios de acção instrumentalizada, contribuindo com a sua experiência acumulada e colocando ao dispor toda a sua enorme influência.

 

   No nosso caso em concreto, e dada a nossa localização geográfica específica – Região da Beira Interior Sul, vila do Tortosendo, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco -, consideravelmente, afastada das grandes metrópoles da faixa costeira litoral, equacionámos outra via mais elaborada, não sabemos se mais megalómana se mais sensata, que nos permitisse resolver uma série de limitações e de problemas diagnosticados em sede própria : a criação de um projecto educacional e cultural pluridimensional, com implicações económico-financeiras, políticas e sociais de grande dimensão e impacto, que conseguisse unificar e harmonizar toda esta área territorial, com potencialidades de índole diversa, - mas, subaproveitadas, em grande parte, devido a algum isolamento - em torno de uma revolucionária Cidade Universitária Intercultural e Supranacional Europeia ou, simplesmente, Cidade da Cultura Global – que considerámos oportuno designar de Utopocidade e que, a avaliar pelos estudos demográficos mais recentes, estaria votada à desertificação e ao desenraizamento das populações locais, sobretudo as mais jovens -, passando a conferir-lhe um papel inovador no quadro nacional, ibérico e mesmo europeu, sem desrespeitar toda a sua longa história nem tão pouco subestimar todo o incalculável legado das suas gentes, e atribuindo-lhe, em simultâneo, o novo estatuto de Primeira Utopotrópole Europeia.

 

Sem rodeios de maior, atrevemo-nos, no imediato, a propor às várias instituições europeias e instâncias próprias – nomeadamente, à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu – o estudo da viabilidade de um eventual alargamento desta nossa ideia, a levar a mais vinte e seis outras cidades europeias, sitiando uma por cada Estado-Membro, com condições idênticas ou muito próximas daquelas que integram o presente estudo de âmbito regional, o que acabaria, invariavelmente, por levar, a médio e longo prazo, à elaboração de um projecto educativo europeu de dimensão invulgar, que de alguma forma se assumisse como o garante estrutural para as futuras gerações europeias.

 

   A ideia chave dos nossos intentos consiste em edificar toda uma rede regional de espaços autónomos, com funcionalidades próprias, articulados sob uma mais ampla dinâmica de fundo, pensados, intencionalmente, para preencher algumas lacunas existentes nas respectivas áreas de incidência circunscrita: o núcleo desta utopotrópole seria, obviamente, a Cidade Universitária ladeada pelo seu Magnus Campus Polis, que acolheria alunos, oriundos de toda a actual Zona UE, com o objectivo de perpetuar o projecto do mentor Jean Monnet, rumo a um, ainda incógnito, modelo político post-nacional  no qual seja possível encaixar um outro conceito de cidadania europeia. Para poder suster, do ponto de vista académico, esta nossa proposta, convém esclarecer, desde já, a nossa assumida vontade de entroncar na espinal medula da Escola Crítica de Frankfurt, nomeadamente, no pensamento de Karl  Appel, de Walter Benjamin e, de forma especial, no Constitucionalismo Democrático defendido por Jürgen Habermas. Simultaneamente, é nosso sério anseio, trazer à ribalta da realidade geopolítica em curso, homens como Jean-Luc  Ferry, Edgar Morin, Eduardo Lourenço e, porque não, um dos nossos maiores intelectuais, membro da Companhia de Jesus,  o Padre Manuel Antunes.

 

   Após uma atenta leitura e ponderada análise de alguns documentos de referência, no âmbito das directivas cimeiras da União, foi-se tornando cada vez mais claro, que constitui anseio prioritário da actual agenda política europeia, mormente na pessoa do seu líder, José Manuel Durão Barroso, alcançar um mais pleno entendimento da relação entre a Cultura e a Economia. Basta analisar as orientações metodológicas subjacentes à Estratégia de Lisboa 2000, mergulhar ao de leve nos programas Leonardo Da Vinci, Socrátes, Juventude para a Europa e FMI, analisar a Agenda Europeia para a Cultura e reflectir sobre o enorme desafio que constitui, para nós cidadãos, a celebração do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, já em 2008, - a propósito, note-se, em acréscimo que, 2009, comemorará a Criatividade Europeia  -  para, facilmente, concluir da urgente necessidade, com que a Comissão se tem debatido e continua a debater, de encontrar meios palpáveis que permitam edificar um programa cultural comum, subscrito pela totalidade dos Estados-Membros, sem excepção, que possa servir como alavanca para um crescimento mais consistente e assumir a função de motor de progresso e de desenvolvimento, de todo o espaço comunitário.

 

Em boa verdade, deve afirmar-se, peremptoriamente, que depois da tão almejada união económica - aliás, espectacularmente bem sucedida, veja-se o crescendo da moeda única dos últimos dias, isto se tivermos em conta a paridade com o dólar americano -, outros trilhos devem começar a ser traçados e bem amadurecidos, no seio da multifacetada paisagem da nossa aldeia global, sem, naturalmente, ignorar os verdadeiros alicerces, submersos pelas camadas geológicas da história e em estado fossilizado, sob pena de um arriscado esvaziamento de conteúdo, e de forma, poder vir a desencadear uma derrapagem na esperada evolução do projecto, decerto com um impacto, potencialmente, nocivo para o equilíbrio sustentado das contas públicas dos vários parceiros estratégicos, quase com toda a certeza, com consequências gravosas para as populações residentes.

 

É nossa convicção profunda que as “Cidades Criativas”, a dispersar, inteligente e ordeiramente, pelo vasto território europeu de menor densidade populacional e maior ligação à terra, despoletando um novo ressurgimento das Regiões que não ponha em causa o paradigma vigente dos Estados-Nação, constituem uma solução ideal – tanto para a “falange fisiocrata” quanto para a “facção mercantilista” -, no conhecido contexto, para ajudar a resolver, quase de uma única assentada, uma miríade de intricadas problemáticas – algumas das quais com forte pendor correlativo – em prole de uma melhor qualidade de vida das populações e de um bem-estar suficientemente impulsionador de novas mentalidades.

 

Como é evidente, todas estas novas realidades emergentes devem proporcionar às instâncias políticas e civis adequadas, a ocasião de oiro para se debaterem, em praça pública e à boa maneira ateniense, as questões substanciais, solicitando os pareceres técnicos especializados junto das instituições apropriadas em regime de diálogo aberto e construtivo e nomeando equipas altamente competentes e devidamente certificadas que assumam a tutela das respectivas pastas. Será, de todo exigível, um novo organigrama e outro tipo de metodologia de trabalho, em que as várias instituições de renome, gravitando em torno da sua órbita de especialidade, sejam capazes de estabelecer protocolos e convénios, esperamos nós que envoltos em alguma solenidade e com uma forte propensão vinculativa, tendo em vista futuros desenvolvimentos e a prossecução das metas previamente delineadas. No entanto, as dificuldades e os obstáculos que possam vir a constituir sérios entraves ao normal desenrolar das tarefas, sobretudo nos timings estipulados para o efeito, não devem nem podem hipotecar a exequibilidade integral da grelha de programação acordada, pelo que recomendamos sempre, para este tipo de situações, uma equipa que sirva de back up do sistema e que seja, efectivamente, capaz de inverter, em tempo considerado útil, as últimas adversidades e tendências não previstas.

 

Por outro lado, esta pragmática acção no terreno a viabilizar a partir de uma dada altura, não poderá nunca arvorar-se o direito – ou a desfaçatez, talvez, corresponda melhor ao que poderá vir a suceder se não foram tomadas as devidas cautelas – de menosprezar, como que passando ao lado, os ensinamentos da Ciência Política, na medida em que todos nós, cidadãos europeus conscientes, sentimos como inevitável ter de conceber um outro tipo de paradigma geopolítico. Pensamos, inclusivamente a este propósito, que aqui se virá a jogar o futuro do cada vez mais obsoleto modelo da Modernidade, nascido das Luzes e das Revoluções Americana e Francesa, e que, por arrastamento, o conceito de Estado-Nação já não mais poderá subsistir incólume à erosão imposta pelas mentalidades recém-criadas.

 

Muito provavelmente, alguns dos estados da chamada primeira linha de influência, tentarão, a todo o custo, sustentar o já desgastado modelo da Modernidade, fundamentado num conceito meio nublado de nação, enveredando por um centralismo de matriz estatal, liberal e dirigido quanto baste, para projectar toda a velha artilharia industrial no novo planisfério. Pelo nosso lado, antevemos para esses países renovadas perestroikas. A obscura e obsoleta cultura do medo, descoberto calcanhar de Aquiles posto a nu pela nova forma terrorista de fazer política, acabará por se autodestruir e cair no lamaçal do seu próprio ridículo. Na Economia, como em tudo na vida, querer pagar na mesma moeda só irá levar a que, dias depois, alguém tenha de cobrar juros de mora.

 

 Parece faltar muito, ainda, para vermos a maquette deste novo edifício político-jurídico reformador, ajustado a esta nova ordem internacional de competitividade estonteante, onde a figura do Sujeito tem forçosamente de comandar as operações e no qual se alargue, ainda mais, o tradicional leque da separação de poderes.

 

O que será, ninguém sabe de momento, todavia antevê-se, desde já, uma distinta concepção democrática, quiçá mais exigente e madura a avaliar pelos seus vincados traços meritocráticos, na qual o conhecimento e a cultura constituirão trunfos essenciais para assegurar um mais sólido crescimento económico e financeiro, em que os homens poderão estar tão próximos uns dos outros como em nenhuma outra era – se não se deixarem adormecer nos braços acolhedores da mais jovem mãe solteira, uma senhora chamada Tecnologia – e em que, para lá das diferenças ideológicas, nós europeus consigamos, de facto, dar vida ao nosso quadro axiológico, no quotidiano das nossas múltiplas relações institucionais e pessoais, num outro tipo de enquadramento que não o do banalizado federalismo - porque não enveredar por um Estado-Supranação.

 

Na realidade, todos conhecemos as várias tentativas frustradas de edificação de uma Europa una, pela via da força, e todos sabemos quais foram os resultados alcançados nesses faustosos desaires. No fundo, a unificação sempre foi o nosso pecado original, na justa medida em que todos os seus países a desejaram, vezes a fio, ao seu próprio estilo intocável.

 

 Foram necessários dois conflitos à escala mundial e milhões de vítimas inocentes, para abrir um pouco mais os nossos olhos e perceber o nosso limitado campo de visão, imersos que nos encontrávamos no milenar mito babélico. Mas será que hoje o inglês, substituto filológico do latim e do francês, tem conseguido despedaçar este mito, ao ponto de ouvirmos a Europa falar a uma só voz ?

 

No nossa recatada leitura, entendemos que não. A resposta só pode ser dada pela chama inerte da Arte, redescobrindo a Literatura na sua máxima expressão e todas as restantes linguagens universais da sensibilidade. É ela quem nos poderá garantir, caso venha a associar-se à Ciência e à Tecnologia da hora presente, a confirmação existencial de um ponto de encontro do meu próprio ser com o de todos os outros, em jeito de comunhão mística e cósmica, em direcção à recém-nascida utopia do Virtual do Sujeito. No plano estritamente político e ideológico, diríamos que esse Estado-Supranação se socorreria de uma espécie de Constitucionalismo Artístico, ao bom estilo Bayreuth de Richard Wagner, suspirando pela superior união das artes.

 

A futura Europa, pois, que siga estas pisadas. Antes que outra se antecipe.

 

Como se tem de começar por algum lado, pois, que se comece, já, pelas Cidades …

      NÃO DEIXEM DE LER O NOSSO PRIMEIRO ENSAIO DE GRUPO.

PODERÃO ENCONTRÁ-LO NO NOSSO POST DO DIA 31 DE OUTUBRO.

A nossa Conferência de Imprensa, aqui, ao seu dispor . . .

PARTE I :    http://www.youtube.com/user/nunodelgado8

 

 

PARTE II :   http://www.youtube.com/watch?v=Q1_NFlGpHWY

 

Sinto-me: CONTENTE POR TERDES CÁ ESTADO
Publicado por $urrealHumanity às 12:22
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