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Sábado, 17 de Novembro de 2007

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

 

 

      A olhar pelo que nos é dado ver na vida quotidiana das nossas cidades e vilas, os hábitos alimentares sofreram modificações radicais, na maioria dos casos. De facto, desde a Segunda Guerra Mundial, as mudanças que se têm vindo a verificar evidenciam contornos, inegavelmente, de pendor norte-americano : falamos, como é óbvio, da nova vaga da já banal fast food. Fica-se com a sensação, que os tradicionais talheres deixaram de ser necessários, à mesa.

 

Não deixa de ser caricato, com o devido distanciamento, entenda-se, mergulhar na mentalidade da sociedade vitoriana, dos finais do século XIX, para melhor compreender o tremendo escândalo que tais atitudes fariam supor : de uma forma meio bizarra, tocar em alimentos era quase tabu. Para os rígidos cânones da sociedade burguesa britânica, os modos à mesa denunciavam afinidades simbólicas entre a comida e a sexualidade. Para termos uma ideia mais clara, por exemplo, comer espargos com os dedos era algo de inconcebível, para alguém que pretendesse seguir uma conduta exemplar.

 

Nos dias que correm, denota-se um regresso à utilização das mãos à mesa, não propriamente, em estilo de trinchador de um faustoso banquete cortês medieval, mas sob a capa de novos traços, com certeza, claros indícios de que outros hábitos desejam ocupar o seu lugar na contemporaneidade gastronómica, nomeadamente, da ocidental. Tudo se passa cada vez mais rápido e, em muitos casos, de pé, junto ao balcão de um café ou mesmo no metro.

 

Os SurrealHumanity consideram que a forte pressão imposta pelo modelo societal, em vigor, da máxima rentabilização do tempo, na égide do mais famoso dos adágios, Time is Money, acabará por se mostrar, mais cedo ou mais tarde, desajustada dos ritmos médios biológicos adequados a uma homeostasia, que todos desejamos em defesa acérrima da saúde pública. A manter o ritmo das nossas passadas, ficamos com a nítida sensação que se não comermos depressa, para vencer as limitações impostas pela seta do tempo, acabamos, nós, por ser comidos por ele. Não nos encontraremos nós, demasiadamente, perto da velha barbárie ?

 

Damos por nós, a este propósito, a pensar nos imortais ícones do pintor ibérico Salvador Dali : comestíveis Camembert, detentores de uma plasticidade topológica sem precedentes ; romãs com grainhas cheias de vida para oferecer; relógios moles; bengalas ou muletas de suporte, por vezes, de um nenhures repleto de vazio e de um algures, por encontrar, esvaziado de plenitude para preencher com a nossa misteriosa Humanidade, conjuntamente.

 

 

Não restem, pois, dúvidas a nenhum de nós : a mais pecaminosa das gulas e a superabundante transubstanciação ocupam pólos, diametralmente opostos, do locus existencial onde todos nos movemos – o Ser e o ter, ou se preferimos, o não-ser-a-caminho-do-Ser. Filosofia e Gastronomia, duas irmãs filhas de uma mesma Mãe, chamada Vida. Dali, obviamente, compreendeu-o superiormente. E nós ?...

Sinto-me: BEM ALIMENTADO NESTE DIA...
Publicado por $urrealHumanity às 01:11
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