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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

EXCERTOS DA PRODUÇÃO LITERÁRIA DOS SURREAL NO ÂMBITO DA SUA PARTICIPAÇÃO NO CONCURSO LITERÁRIO 2008

 

“CRIsto-esperANÇA :

A imperturbável Alegria das Crianças ”
PARTE I

 


NARRADOR : - Pequeninos do Reino, órfãos adultos de Flores e de Pianos,
soltar estas muito aprisionadas palavras, num dia em que voltamos todos a celebrar, de novo e ainda mais infantilmente, o conforto da “nostalgia natalícia” que não cessa de nos surpreender ano trás ano, não deixa de constituir para mim um motivo de redobrada satisfação, aqui poder partilhar, fraternalmente, algumas migalhas de Alegria com todas as Crianças desta nossa aldeia planetária : tanto àquelas que há pouco chegaram até nós pela boca de uma cegonha mais atrevida, como também a todas as outras, quiçá um nadinha mais desgastadas pela erosão da temporalidade.


Hoje, Dia da Criança, e Hoje, novamente Dia de Natal, não deveríamos nós, mais velhos, considerar as Crianças como as verdadeiras (Velhas) Novas Maravilhas do Mundo ?


Interrogo-me quanto às reais intenções que poderão levar-nos a querer vilipendiá-Las, naquilo que de mais digno, de mais sagrado e de mais elevado, possuem. Não estaremos nós, desta forma tão angustiante e enevoada em terror, a perpetuar Nelas sob o veneno despiciendo da vingança, o custo da imperdoável dor que também nos forçaram, à revelia do nosso consentimento e da nossa vontade, a sentir um dia ?


Como conceber a Justiça sem o Amor ? Não seria assinar o pacto de sangue da Sua ignominiosa desumanização ? E como poder aceitar, de ânimo leve, o Amor sem a acepção imparcial da Justiça ? Que Luz se nos velaria desavergonhadamente ?


Reflectindo melhor, talvez a condição humana seja mesmo a da tentação ; e os Grandes Homens, os seus mais resistentes e legítimos vencedores. Não querer ver isto, será a maior de todas as tentações ; e muito provavelmente, a culpa morrerá celibatária, como em tantas outras vezes, já aconteceu.


Para tentar escamotear esta áspera crueldade, vestida de um nu gélido e albino, muitos são os objectores de consciência e dissidentes que recorrem ao exílio, junto da cosmopolita pátria do Belo. Uma das possibilidades de que dispõem, será visitar os locais mais paradisíacos e deleitarem-se com a harmonia indescritível das paisagens envolventes. Outra das alternativas, será o deixarem-se arrastar pelo encantamento provocado pela pendular métrica da Ode “An die Freunde” - sublime criação literária do poeta germânico Friedrich Von Schiller, aliás bem captada pelo inquebrantável génio de Ludwig Van Beethoven, a avaliar pelo último andamento da sua majestosa Nona Sinfonia, o Hino da Alegria da Humanidade, solevado à superlativa excelência. Outro palco de encenação, poderá ser ainda, o saltitante levitar pelos clerestórios das nossas almas, pavimentados por cúmplices vitrais sedentos de divino, que na sua intangível verticalidade, aguardam pacientemente a chegada da tão esperada Luz neogótica, sob o ímpeto ascensional oferecido pela purificadora “Kyrie”, da Missa em Si Bemol, do “primum inter pares” dos arqui-compositores clássicos, Johann Sebastian Bach : o mais católico dos protestantes e o mais protestante dos católicos, a avaliar pelas múltiplas declarações proferidas em articulado efeito bumerangue, de um e de outro lado das barricadas teomusicológicas.

 

Muito para além das projectadas sombras platónicas, nos mesclados planos surrealistas da nossa fugidia existência, o mais genuíno dos artistas-bonifrates, J. S. Bach, manietado pelas mãos firmes do seu combinatório contraponto, incansável companheiro de todas as suas helicoidais fugas andantes - antevejo eu, como emocionantes viagens guiadas, à requintada agrimensura da molécula da vida, onde nos é dada a ler a Saudade da nossa original genealogia -, a maioria, bem temperadas, no Cravo do seus semi-breves Prelúdios de Amor. Mas será que já parámos para mirar, a sério, o angelical sorriso de uma Criança barroca, em apuros, com os seus intricados cueiros rococós ?
Correndo o risco de pedir demais, permitam-me imaginar Platão a rescrever solenemente a sua Alegoria das Cavernas, cercado de meninas e meninos, cantando e dançando, irradiando toda a candura de seus rasgados sorrisos. Aí talvez, no seu lugar, nos tivesse legado “A Alegria das Crianças”, emproado que estaria sobre a plasticidade da sua nova máxima universal : “Só entra nesta Academia, quem tiver A Alegria”.


De súbito, eleva-se à tona da minha memória, uma tela da autoria do pintor holandês, Johannes Vermeer, intitulada “A Alegoria da Fé”, em que ficamos a conhecer, em matizes jamais publicados, um Jesus sorridente e radiante de felicidade, pelo anúncio esplendoroso que faz da Boa Nova ao mais vulgar dos pecadores ; nós todos, portanto. Imagino que o faça, com a Sua habitual cordialidade e doçura, inflamando todas as Crianças com o Seu Fogo contagiante, fazendo com que Se sintam completamente absorvidas e magnetizadas pela desmesurada Bondade das Suas Parábolas de embalar, e não Lhes concedendo outra alternativa que não seja a de suplicar-Lhe para que As deixe rebolar em Seus braços - sempre prontos a acolhê-Las -, na esperança de poderem esvoaçar pela Maior das Alegrias, sob o trémulo bater de asas das Suas deslumbradas Vontades.


Sabem, incrível é aprender a ver na Fé uma forma subtil e flamejante de sorrir ; o Seu nome : La Fiama Sacra. É que quem sorri não deseja que termine nunca, mas que se perpetue e propague aos quatro cantos do cosmos. Jesus sabia sorrir como os mais Pequeninos e rir-Se dos Seus tão acertados erros : Ele tinha a absoluta confiança na construção de um Reino que só Eles conseguiriam assegurar, graças aos Seus corações pintados de fresco, com as cores da Verdade, da Vida e do Amor. Os três mosqueteiros sabores ao serviço da Academia Real da Metafísica.


São também Eles, Homens, em ponto pequeno, do Hoje, e Crianças, com letra maiúscula, do Amanhã, quem edifica permanentes pontes cosmológicas invisíveis, entre a caleidoscópica fantasia e a naif realidade ; que aliás teimam em dar-nos a conhecer, custe o que custar. Pretendem, tão somente, digladiar-se por nos fazer esboçar uma nesga de sorriso e partilhar toda a Sua transbordante Alegria - à falta de mais apurado apodo - : a imperturbável leveza da Alegria das Crianças. Sim, as Crianças vivem na Alegria, enquanto que nós desperdiçamos o nosso precioso tempo a barafustar por Ela ; basta um raio de Sol para que Elas se alegrem, já da nossa parte e parafraseando George Goldwitzer, “nós precisamos de um Sol inteiro, para que o nosso coração enregelado possa descongelar ”.


Vá lá, apressem-se a tocar esses sinos a rebate. Mobilizem-se a acordar o amanhecer e entoem joviais cânticos de louvor : Aleluia, Aleluia, a Infância é imortal !

Sinto-me: UM POETA, SEM PÊRA, E PERAS !
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Publicado por $urrealHumanity às 14:59
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