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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

NATAL, UMA PONTE DE AÇUCAR RUMO À ETERNIDADE ...

            

           MODESTA REFLEXÃO SOBRE  A MAGNIFICÊNCIA INERENTE

                     AO MISTÉRIO DA VIVÊNCIA HUMANA DO NATAL 

           O mais importante é fazer com que todos nós comuniquemos uns com os outros, com que aprendamos a nos conhecer melhor, a trocar impressões e, acima de tudo, a crescer como seres humanos. É que se desejamos um mundo melhor, precisamos de o construir e, por essa razão, temos de seguir em frente com Fé, Esperança e Caridade.

 

        Muito provavelmente, estaremos, pelo menos em parte, a tentar seguir Jesus . . .

       E, nesse preciso sentido, o Natal será, efectivamente, quando o Homem quiser !  Mas mesmo que nos pareça que esse Natal ideal não existe à nossa volta, tenhamos a virtude de saber aguardar pacientemente - até porque o Advento no-lo ensina - , e quiçá, o nosso interior imperturbável voltará, junto de si, a reencontrar o tal ambiente de Natal, que pensara já não existir.        

 

            Deixamo-vos, ao longo dos próximos instantes, com um belíssimo poema/meditação sobre o Mistério do Natal, escrito por um dos teólogos de maior renome do século vinte, o alemão Karl Ranher :

 

            Vede, os sábios partiram.

Os seus pés corriam para Belém, mas o seu coração ia em romaria para Deus.   

Procuravam-No ; mas, enquanto O procuravam, já Ele os seguia . . .

Permiti que também nós embarquemos na extravagante viagem do coração para Deus !

Permiti que abandonemos e esqueçamos o que fica para trás de nós !

 Ainda é tudo o futuro - porque ainda encontramos Deus  ainda o podemos encontrar mais. 

 

            Sem margem para dúvidas, ficamos mudos perante a Voz que se faz ouvir nestas palavras e, de súbito, uma interrogação se nos interpõe : Será que Deus, Aquele doce Menino de Belém, também, vai nascer em mim ?

 

            Acreditamos que a resposta se encontra muito perto de nós.

Vamos todos à sua procura !           

Mãos à obra, construamos o nosso Natal mais bonito de sempre  ! ! !

 

        Assumimos a nossa clara intenção de celebrar muitas das Solenidades, Festas e Memórias previstas para o efeito, visto que é nosso intuito ajudar os nossos jovens a encarar o Mistério do Natal, numa perspectiva a que certamente a nossa sociedade de hoje não os tem habituado. Desejaríamos que as trocas de presentes e o trenó veloz do Pai Natal passassem a ganhar um sentido mais profunda de humanidade e de verdadeira alegria.

 

            Ora bem, foi, assim, que o grupo achou por bem propor a celebração de toda uma época extremamente rica e bela, num clima de festa e de sorrisos contagiantes, o Advento/Natal 2007-2008, isto num formato totalmente novo e criado propositadamente para estas festividades.

 

            Não é novidade para ninguém que o Advento, como tempo de piedosa e alegre expectativa em busca de maturidade e plenitude, nos remete invariavelmente para as “vindas misteriosas” de Nosso Senhor Jesus Cristo, se bem que para nós, homens do século XXI d.C., uma delas já se tenha consumado, o Natal.

 

            Encetaríamos esta nossa incursão pela temática riquíssima que nos comprometemos abordar, relembrando as palavras sábias do nosso saudoso João Paulo II, cremos que de enorme actualidade e pertinência a este propósito : “É necessário recuperar a Verdade do Natal ! ”.

 

            Não restam dúvidas para nenhum de nós - pelo menos, assim o pensamos - que ninguém consegue passar incólume e indiferente nesta quadra festiva lindíssima, onde o Amor parece irromper em nossos corações como uma força invulgar.  Todos nós, em todo o mundo, sentimos que neste momento de alegria e de bondade, celebramos algo de muito especial : Deus aproxima-se de nós, em ternura e infinita humildade, veste a nossa Humanidade, através do Seu Menino de Belém, para nos mostrar o quanto Ele nos ama e nos quer felizes.

 

Graças à firmeza da nossa Fé, à certeza da nossa Esperança e à delicadeza da nossa Caridade, somos, agora, capazes de perceber que esta vinda de Deus é um apelo claro, para que nós homens nos divinizemos e nos tornemos colaboradores fiéis, com Cristo, na reconstrução do mundo para glória de Seu Pai. Aquele Menino nas palhas deitado é Deus, de facto ; Aquele Deus, por estranho que possa parecer, é uma doce Criança que nos oferece a Sua Estrela Ascendente a partir de uma simples manjedoura, e cuja Luz reflectida em nós homens, nos desperta do sono do tempo para a Vida plena e livre da Eternidade ; Aquele Deus-Criança está aqui junto de nós, e hoje, podemos descobri-Lo em tantas outras crianças - mais novas ou mais velhas -, afinal, Ele-Ela também somos nós . . .

 

            É precisamente neste quadro litúrgico que nos sentimos chamados por três enormes focos de Luz, oriundos das planícies resplendorosas da Eternidade que decidem irromper rumo aos nossos corações : ao primeiro demos o nome de vinda histórica ou Natal ; ao segundo, o nome de vinda triunfal ou Parusia ; e, ao terceiro, o nome de vinda íntima, simplesmente, aquela que nós transportamos naquelas pequenas migalhas de Eterno que designamos de tempo.

 É como se Deus se nos quisesse mostrar no princípio, no termo e em cada dia da nossa própria caminhada : tudo começa, de facto, com a descoberta da aparentemente insignificante Estrela, imersa num céu nocturno incansavelmente escuro, depois, nada poderá ficar como dantes - a partir deste momento único, registado para todo o sempre nos anuários da História Universal, nossa vida terrena só tem de velejar, em alegria redobrada, rumo à Nova Terra Prometida. Refira-se, aproveitando o quadro, que nos centraremos no Mistério que gira à volta do Natal, o da Encarnação de Jesus Cristo nos meio dos homens, a prova cabal de que a Vida é a Vontade de Deus forjada no Mar da Criação.

 

            A Solenidade do Natal é antecedida por quatro domingos, e em cada um deles, uma mensagem vai perpassando na vivência do Advento enquanto cada um de nós é convidado a aguardar serenamente : no primeiro domingo, recordamos que Jesus já veio até junto de nós e que nos ofereceu toda uma vida nova de Felicidade plena, de Unidade e de Paz, uma vida que cresça e seja capaz de se manifestar na mais pura Caridade ; no segundo, começamos a perceber lentamente que nos é pedida uma conversão, na medida em que necessitamos de nos purificar do egoísmo e nos despojar dos falsos ídolos - o Reino solicita para que colaboremos, também nós, com a nossa ínfima parte, na sua construção ; no terceiro, por vezes designado de Gaudete, alcançamos o cerne do sentimento da alegria cristã, tão somente porque sabemos que Jesus vem ter connosco a cada dia, sempre que Lhe pedirmos, Ele não nos abandonará nunca - sejamos, pois, capazes de confiar n´Ele sem mais ; por último, resta-nos o último domingo, de todos o mais próximo do Natal, daí o seu convite para nos preparamos para este Mistério desmesuradamente belo e inefável - aceitar Jesus como o Salvador para talvez ajudar a salvar alguém.

 

            Não nos sentiríamos bem com as nossas consciências, se não relembrássemos algumas das figuras marcantes destas festividades : o profeta Isaías, o profeta da Esperança para os homens de todos os tempos ; São João Baptista, o Percursor, que como nenhum outro soube preparar os caminhos do Senhor e acolhê-Lho nas águas do Rio Jordão, para O iniciar em Sua vida pública ; Maria, Mãe de Jesus, o modelo por excelência da vigilância com Esperança ; e o próprio São José, com o Seu sentido de Justiça incomparável e o seu habitual silêncio que tudo diz, sem mais.

            Certamente que o grupo Coordenador se sentiria imensamente reconfortado, caso chegasse a observar alguns corações tocados por esta forma de viver o Mistério do Natal, o sinal mais que evidente do nosso renascimento reerguido para a vida divina.

 

            Se encararmos o tempo como uma promessa endereçada pelo Eterno, talvez, possamos vir a compreender, tal como Maria, que existe em nós um espaço de Paz onde Deus verdadeiramente habita, e em relação ao qual o tempo nada pode fazer. Aí reside o Natal de cada um de nós : simples, belo, comovedor, ternurento e indescritível.

 

            Aliás, falando de uma forma talvez mais expansiva, acreditamos que algures nos meandros da teia caótica do devir - vulgarmente designada por temporalidade -, que sentimos como inexorável e arrebatadora, vive a chave para abrir o recôndito cofre da Eternidade.

 

O papel desempenhado pela nossa Liberdade transcendental - a nossa faculdade de nos encontramos e sermos nós próprios -, a este nível, é totalmente decisivo :  é que essa tão almejada Eternidade - e tenhamos o devido cuidado de não a confundir com a mera perduração no tempo -, mais não será, isto numa perspectiva pessoal, que essa Liberdade, genuína e definitiva, que foi efectivamente capaz de amadurecer para além da temporalidade, alcançando, deste modo, a sua Salvação.

 

Em nossa opinião, a essência da vivência plena do Natal joga-se neste campo, mais ou menos íngreme da nossa existência, porque nós encaramos o nascimento do Menino em Belém, não como um evento ocorrido num passado distante, vêmo-Lo antes como uma contínua actualização da Salvação de Deus em Jesus-Criança.

Acontece, porém, que essa Criança também pulula dentro de nós, ainda que quase sempre adormecida, e nos confronta amiudadas vezes com esta problemática : se por um lado, sabemos que dependemos da Graça de Deus - a Liberdade do fundamento do Ser (Verdade/Amor) que dá o ser ao Homem e que este experimenta incansavelmente insatisfeito na sua condição de circunscrita finitude, numa espécie de diálogo acalorado e interminável, apesar de, não por poucas vezes, o renegar dominado pela manipuladora concupiscência - soteriologicamente falando, para atingirmos a definitividade das nossas próprias compreensão e realização pessoais, diante do “tribunal misericordioso” de Deus, judicialmente centrado na Pessoa do Filho - o Deus-Homem  ;  por outro lado, temos a perfeita noção de que devemos procurar ser “pequeninos” na nossa vida terrena e verdadeiramente comprometidos com os que sofrem as amarguras do sofrimento, pois de outra forma, não poderá haver lugar para o Belo do Natal : aquilo que se eu “possuísse” me faria sentir garantidamente feliz, mas apesar de tal não suceder, essa felicidade consegue manter-se intacta - o poder do Amor que Jesus nos ensina. Vivemos, por conseguinte, como que magnetizados por dois polos diametralmente opostos, que exigem de nós a construção de uma ponte de ligação que os consiga fazer comunicar, essa ponte é claramente o desafio que vos deixamos para este Natal de 2006.

 

Chegados a este patamar de reflexão, e para finalizar esta nossa deambulação de contornos mais filosóficos, fica claro que esta ponte, somente visível pelos olhos da Fé, da Esperança e da Caridade, feita de neve ou de açucar, salpicada de ouro e enfeitada de motivos de mirra, tem de elevar-nos, com a ajuda do incenso, para junto do Rosto de Deus por que todos ansiamos, quer queiramos quer não.

Se quiserem vê-Lo, façam como os pastores, como os Magos, como Maria e José e tantos outros, juntem-se a nós, venham connosco visitá-Lo, Ele espera-vos !

  

Nunca esqueçam que só Deus pode tornar-Se algo no outro.

 

Talvez por essa razão, Deus queira ser não-Deus, e terá surgido o Homem ?! . . .

 

Sinto-me: PRETENSO TEÓLOGO NATALÍCIO...
Publicado por $urrealHumanity às 11:19
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