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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

VISITA DE D. MANUEL FELÍCIO À NOSSA ESCOLA ...

 

AGUARDADA VISITA DO

EXMO. REVO. SENHOR BISPO DA DIOCESE DA GUARDA, D. MANUEL FELÍCIO

 

  Nós os Surreal decidimos prepar-lhe uma surpresa : esta modesta reflexão alusiva à vivênvia cristã e fraterna do Mistério do Natal. Ora, vejam lá ...

 

  

            Caros amigos do CCC e Cristãos em geral,

 

é, imbuídos de um fraterno espírito de Natal que, humildemente, tentamos relembrar, a breve trecho, aquilo que consideramos ser, em toda a sua dimensão, a inesquecível mensagem que esta quadra festiva teima em nos trazer, ano após ano.

 

            Há quem veja nele a Festa da Vida ; ou, a Festa da Família ; outros até, conseguem vislumbrar a Festa da Humanidade. Todavia, no deambular das últimas gerações, tem-se notado uma inflexão, mais inconsciente que provida de bom senso, deste tipo de cosmovisão.

 

Quiçá tenhamos deixado de ver o mais importante, bem para lá das ornamentações publicitárias e multifacetadas campanhas de marketing. Teimamos em sobrevalorizar o Pai Natal, mas o mais curioso, é que a maior parte de nós já nem  acredita. Optamos, também, pela Árvore de Natal em nossas casas, enfeitada de mil e uma guirlandas salpicadas de cores reluzentes, em cujo sopé, nos sentimos socialmente obrigados a colocar múltiplos presentes, meticulosamente adornados, e de preçário tendencialmente elevado. Estamos, também, na disposição de confeccionar todo o tipo de doces, de sobremesas e de pratos suculentos, para que a família possa deliciar-se na noite de Consoada. Corremos mil e uma lojas e os já normalíssimos shoppings, para assim encontrarmos o brinquedo mais encantador de todos, aquele pedaço de matéria de configuração original, para iludir, durante mais alguns dias, a lacuna da ternura e a demanda do afecto ditada pelos corações gélidos de algumas das nossas crianças.

 

            Outros de nós, bem mais apossados em suas faustosas finanças, já pouco satisfeitos com este tipo de ritual mediano, escolhem outro tipo de soluções, bem mais dispendiosas.

 

            Ora, no meio de tudo isto, onde alojar a fome, a doença e a solidão ?

 

No seio de um Presépio franciscano que deixou de fazer sentido, acalorado por entre gélidos cueiros numa manjedoura verdadeiramente paupérrima, em que ninguém deseja estar ?  Onde ? !

 

            E a nossa resposta não pode deixar de ser : no Coração do Menino de Belém que acaba de vir ao mundo dos Homens.

 

Aí haverá sempre lugar para todos, e cada um de nós. O mundo, com Ele, será, em breve, uma só aldeia (global),  em que todos deixaremos que as nossas mãos e os nossos corações se toquem livremente, dando asas a nossa recôndita bondade, ávida por esvoaçar pelos cinco continentes.

 

Não valerá a pena tentarmos dissimular, e muito menos desmentir, o Belo incansável que esta quadra de alegria nos teima em ofertar. Nenhum de nós, especialmente os que se encontram mais sós, conseguirá passar incólume face àquilo que nos propomos celebrar : Deus, aproxima-Se de nós, em ternura e infinita humildade, vestindo a pele áspera da nossa Humanidade, algures numa manjedoura, no corpo de uma inesquecível Criança -  o Menino de Belém. 

 

Este Menino, nas palhas deitado, acalorado pelo imortal Amor de Sua Mãe, Maria, é Deus, de facto. Se quisermos vê-Lo, façamos como os pastores, como os Reis Magos, como José e tantos outros, juntemo-nos todos e visitemo-Lo quanto antes, pois, estamos certos de que Ele nos espera !   O mais misterioso nesta história é que, tal como os Sábios vindos do Oriente, guiados estranhamente por uma Estrela Ascendente, também nós, sentimos como que uma doce criança que pulula dentro de nós, almejando por vir à superfície da existência. Na realidade, quando nós decidimos procurá-Lo, em peregrina romaria, percebemos, tão somente, que Ele já nos seguia. Ele sempre esteve Presente. Aliás, Ele é o verdadeiro Presente deste, e de qualquer Natal !

 

Não olvidemos que Deus nos concedeu um Presente sem preçário, dando-Se a Si mesmo através deste Menino ! Desta forma, acreditamos que o Homem chegou, realmente, a Deus, graças à arrebatadora alegria que esta Criança conseguiu, e continua a conseguir, trazer-Lhe : Deus Se uniu tão inseparavelmente com o Homem, que este Homem é, efectivamente, Deus de Deus, Luz de Luz e, por sua vez, continua sendo verdadeiro Homem. Esta sobre-humana Criança, anunciada pelos anjos, vem garantir-nos que existe um sentido muito pessoal, pensado para cada um e nós :  um logos de Amor, de alegria plena e de felicidade inesgotável, aconteça o que acontecer. Ele, de facto, é a Luz que nos mostra a Verdade da nossa existência. Ele é a Vida que tudo renova, reerguendo a natureza caída do Homem. Ele é quem nos assegura, continuamente, a possibilidade da nossa própria Salvação, colocando em nossas mãos a chave da responsabilidade.

 

  Acordemos, de uma vez por todas, deste sono embalado pelos meandros do tempo, e lutemos por uma nova velha ponte de Amor, somente visível pelos olhos da Fé, da Esperança e da Caridade, feita de neve ou de açucar, salpicada de ouro e enfeitada com motivos de mirra, para que sejamos elevados, auxiliados pelo dissidente incenso, rumo ao Rosto Trinitário de Deus, por que todos ansiamos. E, tal como Maria, Mãe de Jesus, saibamos encontrar um espaço de Paz, bem dentro de nós, onde Deus possa alojar-Se eternamente.

 

Eis chegado o presente que nos caberá oferecer : o nosso Belo interior, ou se preferirem, o nosso lado divino a que chamamos de Amor. É verdade, é tão agradável sentirmo-nos amados, mas é mais bonito ainda, amaramos nós alguém, independentemente da reciprocidade.

 

O Amor cristão só pode ser total ! Não deixeis de semeá-Lo pelos corações mais empedernecidos e pantanosos. Se nós amamos a Deus, não podemos deixar de olhar os Seus múltiplos rostos em que Ele habita. Ouçamo-Lo nos meandros da nossa consciência e sintamos a força inexorável com quem Ele nos interpela, dizendo-nos : - “ Se amais somente aqueles que vos amam, que prémio mereceis ? “ ( cf. Mt V , XLIV )  

Procuremo-Lo no seio dos oprimidos, junto dos mais fracos e dos pobres, algures entre os doentes, entre as mulheres ou entre os órfãos. Encontremo-Lo junto das crianças, infantilmente. É preciso que aprendamos a receber o Reino de Deus, como elas O recebem. Por isso vos dizemos : Se desejais ser grandes, fazei-vos pequenos. Mas para serdes pequenos, urge crerdes, como crêem as crianças ; urge amardes, como amam as crianças ; entregar-vos ao Pai - Abbá -, como elas se entregam no colo dos seus progenitores. Graças à firmeza da nossa Fé, à certeza da nossa Esperança e à delicadeza sublime da nossa Caridade, oremos, portanto, como elas oram. Choremos, como elas choram. Roguemos ao mundo pela Verdade, como elas rogam. Imploremos por um Natal mais fraterno, como elas sabiamente imploram. E levemo-lhes, simplesmente, o Presente mais autêntico de todos, neste inverno que promete surpreender-nos : a Criança de Belém, Jesus Cristo.

 

Ser Criança como Ele, em cada madrugada fugidia, em cada recanto de noite que nos queira empurrar para o esquecimento, é ter a certeza que a dádiva da Vida jamais terá fim. E porque ainda tudo é futuro : porque encontrámos Deus, ainda o poderemos encontrar mais.

 

Procuremos doar-Lhe a nossa capacidade de diluir o sofrimento daqueles que nos estão próximos. Exijamos de nós um só coração para amar a Deus e amar os homens, e o mundo inteiro. Não façamos coisas extraordinárias, só por fazer, e sejamos capazes de fazer, de maneira extraordinária, as coisas ordinárias e quotidianas que nos convidam a viver.

           

     Acima de tudo, não façamos finca-pés face aos braços acolhedores da Graça, nem tão pouco em relação as carícias miraculadas com que o Criador nos deseja ofertar. Milagres são, efectivamente, formas de Deus nos oferecer todo o Seu Amor, só que mediante gestos que a nós, homens, nos parecem totalmente fora dos parâmetros tidos como norma. Olhai-O, por conseguinte, no Seu Rosto, acreditai e fareis coisas ainda maiores do que aquelas que imaginais. Batei às portas, sempre entreabertas, da manjedoura onde o Menino veio a nascer. Pedi, fazendo a Sua Vontade, e recebereis. Pedi e dar-se-vos-á.

      

        Nunca esqueçais que só Deus pode tornar-Se algo em nós ! Talvez, a Criança nos tenha querido mostrar o que é ser verdadeiramente Homem. Pretenderemos nós Ter a ousadia de querer maior Milagre ?

 

            Antes de concluirmos, gostaríamos de relembrar a incrível história de uma criança italiana, de nome Matteo Colella. Com os seus sete anos de idade, um dia, na escola que frequentava, foi, de súbito, atingido fortemente por uma grave forma de  meningite. Depois de tentar todas as vias médicas possíveis, todos os médicos a que recorrera, inclusive o seu próprio pai - também ele, médico de profissão -, não prefiguraram qualquer cenário optimista ; segundo rezam as crónicas, julgavam que lhe restariam poucas dias de vida bios. Mas o mais caricato, estaria ainda por vir.

 

            Um dia, o Padre Pio de Pietrelcina, para muitos dos paroquianos um verdadeiro santo na terra - aliás, viria mais tarde a ser canonizado -, considerou apropriado visitar Matteo, certamente a pedido do Senhor. Falou com ele calmamente durante algum tempo.

 

           E o mais inacreditável acontecera : no dia da Apresentação do Senhor ao Templo, portanto, dia 2 de Fevereiro, do último ano jubilar, Matteo, contrariando todas as previsões e todos os cenários mais pessimistas, é curado, miraculosamente, como que num ápice.

           

            Todavia, o mais impressionante são as palavras cristalinas da criança que testemunham a sua cura real, atribuindo-a a Deus, mas por intermédio do Padre Pio : - “ Eu estava perto das máquinas e um velho de barba branca, e de vestido comprido e castanho, deu-me a sua mão e disse-me : - “ Matteo, não te preocupes, em breve ficarás curado. “ “ De facto, assim veio a acontecer.

 

            Que bela forma de nos despedirmos com um “Até já ! “, deixando este testemunho comprovado por especialistas. Uma Criança nasceu : o Menino de Belém. Outra criança  se salvou : Matteo. Diz a nossa sabedoria popular que não há duas, sem três. Permitimo-nos a veleidade de tentar  adivinhar  a terceira criança  : somos todos nós. Sigamos o modelo da Primeira e salvar-nos-emos como a segunda . . . 

 

Crianças que gritais no silêncio dos adultos, tornai-vos cada vez mais presentes, fazendo eco da Criança de Belém, e os vossos Presentes multiplicar-se-ão sem demoras. Adultos, procurai ouvi-las melhor, e não vos esqueçais daquilo que já fostes e ainda sois !

 

A todos vós, as nossas mais cordiais saudações, apadrinhadas pelos nossos votos de felicidade natalícia,

 

Um Santo e Feliz Natal ! Que Jesus nos acompanhe a todos e nos guie até Ele !

                                    O Grupo SurrealHumanity, Natal de 2007.

 

Sinto-me: MENINO HUMILDE E FELIZ ...
Publicado por $urrealHumanity às 10:46
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