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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

“CONCEBIDA SEM PECADO” E ELEVADA AOS CÉUS

 

            Corria o ano de 1854, quando o então Papa Pio IX, entende por bem proclamar, no dia 8 de Dezembro, aquele que passaria a ficar conhecido para a história, como o Dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria. Na realidade, a Eclesia acabava de comprometer-se com uma Verdade de Fé, envolta numa solenidade, como há muito não acontecia.

 

                No contexto de uma Europa atolada por múltiplas revoluções, com uma Itália desejosa por ver consumado, definitivamente, o seu processo de unificação política, Giovanni Mastai Ferretti, eleito Sumo Pontífice, em 1846, vivia imbuído, desde a sua pesarosa infância, de uma piedade mariana, sem par. Com o violento desmantelamento de grande parte das ordens religiosas, as tropas italianas agrupavam-se com a intenção clara de atacar Roma. Apesar das circunstâncias adversas, o Dogma veio a ser instituído, pese embora o facto de tal crença estar já inculcada nas mentalidades dos mais fervorosos fiéis.

                Todavia, é verdade que os povos, dessa época, confundiam essa sua crença com a concepção virginal. Convenhamos que a ideia começa por se afirmar mais, visivelmente, a Oriente. No caso do Ocidente, acabou por ser um dos temas fracturantes entre as ordens Dominicana e Franciscana. Viria a ser Duns Escoto a encarnar a figura do campeão em teologia mariana.

 

                Curiosamente, as dúvidas mantêm-se, hoje, para muitos de nós. Porém, não deixa de ser caricato que a Assunção de Maria ao Céu tenha sido, mais facilmente, aceite do que, propriamente, a sua virginal concepção. A mácula do pecado original e a pretensa incorruptibilidade humana aparecem-nos como duas realidades, diametralmente, opostas, estanques e desligadas. Porque será ?

 

Independentemente, do nosso posicionamento pessoal sobre este dogma de fé, um facto histórico permanece indesmentível : Maria foi, efectivamente, escolhida por Deus, para que Jesus pudesse vir ao mundo dos homens para torná-lo um mundo de Homens. Sim, Homens !...

 

                Uma coisa nos parece evidente : a sublime virgindade que cada um de nós deve procurar, no seu processo individual de aperfeiçoamento humano, - todos somos chamados a santificar-nos, note-se bem, todos ! – prende-se com uma ideia de Raúl Follereau  e que Maria, desde logo, compreendeu como ninguém : “A única Verdade é Amar”. Não há volta a dar, temos de Pensar com o Amor para, assim, podermos, também, Amar com o nosso pensamento … 

 

Os SurrealHumanity optaram por, nesta Solenidade celebrada pela Igreja, em todo o mundo, lembrar o maior santuário mariano nacional de referência : o Santuário de Fátima e todo o seu belo apetrecho arquitectónico, terno, acolhedor e com a estampa da Saudade, para quem tiver de partir.

 

O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima, é um dos mais importantes santuários marianos do mundo. No decorrer dos anos, o Santuário foi sendo expandido, até aos dias de hoje, em que existem já uma basílica e uma grande igreja, aumentando, desta forma, a capacidade de acolhimento de peregrinos, em recinto coberto.

 

O Santuário integra, actualmente, um vasto repertório patrimonial : a Capelinha das Aparições ; o Recinto de Oração ; a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e as Colunatas ; a casa de retiros de Nossa Senhora do Carmo e a Reitoria ; a casa de retiros de Nossa Senhora das Dores e albergue para doentes ; a praça Pio XII ; o Centro Pastoral Paulo VI ; e, também, a vasta Igreja da Santíssima Trindade, inaugurada, recentemente,  em 13 de Outubro último. Destacam-se, ainda, a Capela do Lausperene (onde está permanentemente exposto o Santíssimo Sacramento) e a Capela da Reconciliação.

 

A Colunata é o conjunto arquitectónico que liga a basílica aos edifícios construídos, de cada lado do Recinto. Obra do arquitecto António Lino, é constituída por duzentas colunas e catorze altares. Nos retábulos dos altares, vêem-se as catorze estações da Via-Sacra, executadas em cerâmica policromada, da autoria do próprio António Lino. Dezassete estátuas, feitas de mármore, encimam todo este monumental desafio posto às leis da física. Estas estátuas representam santos portugueses, santos fundadores de congregações religiosas e outros apóstolos da devoção a Nossa Senhora, sendo todas da autoria de escultores portugueses.

As maiores, de entre elas, medem 3,20 metros e representam quatro santos portugueses: São João de Deus (autor: Álvaro Brée), São João de Brito (António Duarte), Santo António de Lisboa (Leopoldo de Almeida) e Beato Nuno de Santa Maria (Barata Feio). As mais pequenas medem 2,30 metros e representam Santa Teresa de Ávila (Maria Amélia Carvalheira da Silva), São Francisco de Sales (M. A. Carvalheira da Silva), São Marcelino Champagnat (Vasco Pereira da Conceição), São João Baptista de La Salle (Vítor Marques), Santo Afonso Maria de Ligório (M. A. Carvalheira da Silva), São João Bosco (J. M. Mouta Barradas) e São Domingos Sávio (J. M. Mouta Barradas), São Luís Maria Grignion de Montfort (Domingos Soares Branco), São Vicente de Paulo (José Fernandes de Sousa Caldas), São Simão Stock (M. A. Carvalleira da Silva), Santo Inácio de Loiola (M. A. Carvalheira da Silva), São Paulo da Cruz (Jaime Ferreira dos Santos), São João da Cruz (M. A. Carvalheira da Silva) e Santa Beatriz da Silva (Maria Irene Vilar).

Quanto á Basílica do Rosário, começou a ser construída em 1928, em estilo neo-barroco, segundo um projecto do arquitecto neerlandês G. Van Kriecken. Ergue-se, precisamente, no local onde os três pastorinhos brincavam a fazer uma pequena parede de pedras, quando viram o clarão que os fez pensar ser uma trovoada, em 13 de Maio de 1917 – ano em que despoletou a revolução bolchevique. À frente da Basílica do Rosário foi instalada uma grande tribuna, com altar, presidência, ambão e bancos para os concelebrantes.

A torre sineira tem 65 metros de altura, sendo rematada por uma coroa de bronze de sete toneladas, encimada por uma cruz, iluminada durante a noite.

No dia 13 de Maio de 1958, foi inaugurada uma grande estátua do Imaculado Coração de Maria, oferta dos católicos americanos e esculpida pelo Pe. Thomas McGlynn. Em Junho de 1959, foi colocada no nicho da fachada da basílica. O décimo-quinto Mistério, um baixo-relevo de pedra, na abside da capela-mor, representa a Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora. É da autoria de Maximiano Alves.

À entrada da Basílica, do lado direito, encontra-se a imagem de S. João Eudes, fundador da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) e da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio (também da autoria de Martinho de Brito). Do lado esquerdo, a estátua de Santo Estevão, primeiro rei da Hungria, coroado no ano 1000, que consagrou a sua nação a Nossa Senhora, da autoria de António do Amaral de Paiva. Os túmulos dos irmãos Francisco Marto e Jacinta Marto, encontram-se, respectivamente, no extremo direito e esquerdo do transepto.

O templo tem duas sacristias, tendo uma sido convertida em lugar de culto, com o nome de Capela de São José. Cada um dos catorze altares laterais representa um mistério do Rosário. A coroação de Nossa Senhora de Fátima, em 13 de Maio de 1946, e o encerramento do Ano Santo, em 13 de Outubro de 1951, são evocados em duas lápides, à entrada da capela-mor. O arco cruzeiro ostenta, em toda a volta, um mosaico, onde se pode ler  Regina Sacratissimi Rosarii Fatimae ora pro nobis.

Do lado direito da capela-mor, encontra-se a estátua de São Domingos de Gusmão, o grande apóstolo do rosário no séc. XIII (autoria de Maria Amélia Carvalheira da silva). Do lado esquerdo, Santo António Maria Claret, fundador da Congregação dos Missionários do Coração de Maria (da autoria de Martinho de Brito).

Por detrás da balaustrada, encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ao centro, um grande altar de pedra com frontal de prata, representando a Última Ceia de Cristo. Da mesma pedra do altar, são feitos o ambão, a peanha da imagem de Nossa Senhora e as cadeiras da presidência. O quadro do retábulo representa a Mensagem de Nossa Senhora que desce, em forma de luz e de paz, ao encontro dos videntes, preparados pelo Anjo. No canto superior direito, figuram os papas Pio XII, João XXIII e Paulo VI. Do lado oposto, três Anjos. Os vitrais da capela-mor representam os quatro evangelistas, a aparição do Anjo, uma cena da vida dos pastorinhos, e aspectos da Cova da Iria em dia de peregrinação.

A antiga Cruz Alta, que tinha vinte e sete metros de altura, foi erguida para assinalar o encerramento do Ano Santo de 1950/1951 e estava situada ao fundo do recinto de oração, onde hoje se situa a Igreja da Santíssima Trindade. A Cruz alta actual, erguida em 29 de Agosto de 2007, é da autoria do artista Robert Schad, tendo trinta e quatro metros de altura. A antiga cruz alta foi oferecida ao Santuário de Cristo Rei, em Almada.

A chamada Nova Igreja, dedicada à Santíssima Trindade, com nove mil lugares sentados, é uma obra da autoria do arquitecto grego Alexandros Tombazis. Foi inaugurada em 12 de Outubro de 2007, por ocasião das comemorações oficiais do Nonagésimo Aniversário das Aparições de Nossa Senhora.

Trata-se, em boa verdade, do quarto maior templo católico do mundo em capacidade, tendo sido, integralmente, pago com dádivas dos peregrinos ao longo dos anos. A decoração é inspirada na arte bizantina e ortodoxa. A planta é circular, existindo doze portas laterais, uma dedicada a cada um dos Apóstolos, e uma grande porta central, a Porta de Cristo.

                Não nos queiram tapar os olhos com uma peneira : Portugal tem muito para oferecer ao mundo !

           

            Em género de desfecho com chave de oiro, os Surreal atrevem-se, neste dia tão especial de Advento, a deixar, aos caríssimos visitantes do nosso blogue, duas interessantes sugestões de leitura para consolidar a nossa eventual preparação espiritual deste Natal de 2007 :

 

1)       A sexualidade segundo João Paulo II”, de Yves Semen, Edição Princípia, Outubro de 2006, Primeira Edição ;

 

2)       A Doutora do Amor Misericordioso - Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face”, da autoria do nosso querido Amigo, Padre António Mendes Fernandes, Editora Rei dos Livros, 2005.

 

Em relação à segunda das sugestões apontadas, enfatizamos um pormenor importante para o CCC : no decurso da obra, a dado momento, somos confrontados com o movimento da Nova-Evangelização, uma fantástica iniciativa para a humanização, cada vez mais imperiosa, de muitas das nossas cidades … Já agora, valerá a pena meditar sobre alguns destes assuntos. 

Não percam, por Amor de Deus …

 

 

Sinto-me: A CAMINHO DA SANTIDADE ...
Publicado por $urrealHumanity às 16:27
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