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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

A MAIS ACUTILANTES DAS CRÓNICAS : “NÓS SURREAL & MUNDO REAL”

   

    MEANDROS DA NOVA ORDEM GEOPOLÍTICA MUNDIAL

                Parece-nos, honestamente, que tem faltado ao Homem do mundo actual tempo para se olhar a si mesmo, na sua dimensão mais íntima, e ao mundo que o rodeia – portanto, na sua pretensa exterioridade. Sem dúvida, esta é uma das principais razões para, os Surreal, trazerem, hoje, ao CCC um post diferente, através do qual nos propomos oferecer uma lata visão dos novos conflitos emergentes, nos últimos anos, à escala planetária e com implicações que teimam em querer continuar a condicionar o nosso quotidiano.

                Começando esta nossa simples reflexão por intermédio de uma breve resenha histórica, abarcando, especialmente, a última década, ficamos, desde logo, a perceber que os dois maiores tipos de conflitos se encontram, por esta altura, praticamente, sanados. Referimo-nos, naturalmente, aos conflitos ligados ao termo do período da Guerra Fria e, também, aos conflitos tidos entre diferentes Estados.

                Em contrapartida, assistimos ao aparecimento substantivo de múltiplos conflitos internos, até sensivelmente, meados da década de 90. Por ventura, apraz-nos constatar, com realismo, um acentuado decréscimo do número destes conflitos, sobretudo, a partir do início deste século.

                Contudo, alguns, decididos na sua firme tenacidade, acabaram por manter-se incólumes até aos dias de hoje ; isto, particularmente, para os de maior dimensão internacional. Vendo com clareza, as populações locais têm, na maior parte dos casos, sido as verdadeiras vítimas destas contendas beligerantes – muitas delas, completamente, desnecessárias -, em especial, as mantidas no Sul da Ásia, no Médio Oriente – potencialmente, uma muito séria bomba-relógio para ser desactivada, a qualquer momento, pelos sapadores da geopolítica mundial -, no continente africano e na própria Colômbia, quiçá, o actual parente pobre da América Latina.

                Para termos uma ideia mais apurada sobre aquilo que está em causa e baseando-nos em dados oficiais correspondentes ao ano de 2006, estão em causa, cerca, de 160 conflitos, em que 50 % apresentam elevados níveis de violência ; à partida, suscitando a todos nós receios e, simultaneamente, exigindo que nos mantenhamos alerta. A avaliar pelos dados divulgados pelo Alto Comissariado para os Refugiados da O.N.U., o cenário não deixa mentir a voz de comando : a luta pelos recursos, para alguns cada vez mais escassos, assume-se como a solução miraculosa procurada nas novas equações da geopolíticas das relações mundiais. Ao que tudo indica, a parca matemática dos velhos egoísmos e individualismos, não permite o consenso e o equilíbrio desejado por todos. Os jogos de bastidores dos produtores de petróleo, evidentes nas intermináveis diatribes entre o Estado de Israel e a Palestina, - com ou sem Camp David, com ou sem Annapolis – ou as fúteis cumplicidades dos interesses por determinadas matérias-primas, como por exemplo, a própria água – isto por incrível que possa parecer-nos.

                Aumentando o zoom das nossas lentes de leitura atenta, deparamo-nos, por um lado, com um conjunto de países “bem acomodados” a tentar garantir a paz e a evitar certo tipo de conflitos “desagradáveis” para os seus objectivos, enquanto, do outro lado da barricada, somos obrigados a ter de enfrentar, olhos nos olhos, autênticas catástrofes humanas como aquele que tem assolado o Darfour – motivado, é certo, por um elevadíssimo e insustentável crescimento demográfico, num quadro de profunda degradação dos solos e inerente desertificação, despoletando novas fracturas na sociedade, no inevitável agudizar de diferenças étnicas.

 

                Seja como for, não há que escamoteá-lo, o mundo, mesmo assim, continua a assistir a uma nova vaga de corrida aos armamentos, nomeadamente, por meio da nova ameaça imposta pelo xadrez da questão nuclear, tanto mais numa aldeia global sob a forte ameaça do terrorismo. Não podemos esquecer o ataque maquiavélico às torres gémeas do World Trade Center, de Nova Iorque ; da mesma forma, que não podemos olvidar os incidentes de 11 de Março, na Estação de Atocha, em Madrid, aqui ao lado. No meio deste caos político, a Europa vai procurando o seu espaço próprio de afirmação, ao mesmo tempo, que assistimos a uma desesperada tentativa de imposição hegemónica de um certo fundamentalismo islâmico, subvertido na base das suas falaciosas premissas.

 

                Para já, como ocidentais que somos, temos de nos comprazer com as conclusões alcançadas na recente Declaração de Lisboa, por ocasião de uma histórica cimeira EU-África, em território nacional e com o selo branco da diplomacia portuguesa. Fica a pairar no ar a interrogação : terá sido por altruísmo ou por imposição interposta, indirectamente, pelo enleio económico chinês ?

 

                Para pôr termo a esta reflexão sur-réel – isto, para usarmos uma palavra tão grata a Apollinaire -, convidamos o prezado visitante do nosso blogue a vistoriar os seguintes sítios da  Rede :

 

Heidelberg Institute for Internacional Conflit : www.hiik.de   e

 

Stockholm Internacional Peace Research : www.sipri.org  .

Sinto-me: ESPERANÇADO, APESAR DE TUDO...
Publicado por $urrealHumanity às 11:35
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