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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

O PODER MISTERIOSO DAS ÁRVORES CERTAS, NAS CIDADES CERTAS …

               

               Desde há muito tempo, que é quase consensual acarinhar os espaços verdes nas cidades e vilas, encarando-os como meios de homeostasia urbana, propulsionadores de novas comodidades e outro tipo de qualidade de vida – quase fazendo ressuscitar o “pensado obsoleto” mundo rural, bastaria recordar Cesário Verde.

                A questão que se coloca, em termos estritamente pragmáticos, é se, de facto, daí podem resultar, ou não, potenciais benefícios para a saúde das populações – entendamos, aqui, saúde, no seu sentido mais lato. Carecemos, por conseguinte, de uma séria base científica para podermos fundamentar a nossa opinião, pelo menos, de um modo mais sustentado.

                Sob o novo prisma do desenvolvimento sustentável, tão abalroado pelos revitalizados ecossistemas e pela geodinâmica biodiversidade, urge, a curto prazo, pavimentar as nossas cidades e vilas, a priori, com alguns elementos diferentes daqueles que vinham sendo utilizados até aqui : espaços verdes, com fontanários, pequenos jactos de água, passeios pedonais, ciclovias, locais aprazíveis e convidativos para estimular a prática de desportos e proporcionar elementos de lazer e de convívio, etc.

                Tudo deve ser pensado, conjunturalmente, de forma sistémica, em prole de uma harmonia e de uma qualidade de vida a ofertar às gentes e transeuntes, que perpassarem por estas paragens.

                Os Surreal, na sua habitual curiosidade e pensando já numa secção do seu projecto, depois de um espontâneo brainstorming colectivo, numa das nossas frequentes tertúlias – tentamos, na medida do possível, erguer o nosso Arcada pessoano, da Baixa -, ponderaram pesquisar, dentro desta temática, a existência de uma eventual correlação (estatística) forte entre o tipo de árvore plantada e a qualidade do ar da localidade respectiva. Seria absurdo equacionar tal relação?

                A surpresa não se fez esperar : havia, efectivamente, algo de lógico na nossa interrogação.

                Foi, então, que ficámos a compreender que, graças à prova feita com base em estudos quantificados, a paisagem urbana, com espaços arborizados, pode dar um significativo contributo para a minimização dos impactes ambientais decorrentes do crescimento exponencial urbano, ajudando a melhorar o ambiente físico e químico e auxiliando na moderação do microclima e da temperatura do ar.  Entre outras das vantagens da arborização massiva de zonas urbanas bem seleccionadas, a pesquisa que decidimos efectuar veio a permitir-nos constatar a possibilidade de obtenção de ganhos consideráveis ao nível da hidrologia, da qualidade do ar, do próprio atenuamento do ruído – possibilitado pelo maior controlo sobre a erosão – e, como se não bastasse, criando condições ideais para a redução das necessidades energéticas, típicas de uma urbe com uma elevada densidade populacional. Isto para além de outros benefícios evidentes : estéticos, socioeconómicos e mesmo psicológicos.

                Damos a conhecer à blogosfera do CCC o projecto desenvolvido pelo Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves – CEABN -, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, intitulado “O valor das árvores na Cidade, árvores e floresta urbana de Lisboa”, parte integrante da Tese de Doutoramento da arquitecta paisagista Ana Luísa Soares.

                Não obstante as bizarras ilações retiradas, algo de inesperado emergiu à tona da nossa pequena investigação: cada tipo de árvore, dadas as suas características próprias, reage, de forma “personalizada”, a diferentes tipos de ambientes urbanos, mais ou menos poluídos ; por outro lado, existem certas espécies de árvores que, bem vistas as coisas, são mais aconselhadas para uma dada localidade em detrimento de outra, isto tendo em conta as diferenças climáticas entre cidades e regiões.

Nomes como jacaranda, olaia, liquidambar e ginkgo, podem, muito em breve, ser companheiros vossos, logo que saem à rua e procuram respirar um pouco de ar puro … Surreal, mesmo !

Sinto-me: A RESPIRAR UM NOVO AR : PURO !
Publicado por $urrealHumanity às 11:48
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