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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

NATAL : FÉ NA VERDADE, BELO NA ESPERANÇA E CERTEZA NO BEM DA CARIDADE...

UM BOM NATAL PARA AS CIDADES DE TODO O MUNDO !!!

Amor, Verdade, Belo, Bem :  a plenitude da Vida em Liberdade . . .

 

 

São célebres as palavras de Jesus Cristo a propósito desta temática central das nossas vidas : “ (...) Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (...) ” .   Que significado esconderão elas ?

 

Antes de mais, interroguemo-nos, para já, quanto ao conceito de Valor . . .

 

Que será, afinal de contas, um Valor ?  Será uma espécie de farol virtual, que supostamente, me deverá ir guiando no mar da vida ? Ou será como que uma bóia de salvação ideal, que um dia terei de encontrar, por forma a não mais naufragar e poder remar, com sentido, rumo a bom porto ?

     Ou as condições que eu próprio tenho o privilégio de escolher, para viver mais feliz  “em acção” ?

 

Não enveredando por definições mais elaboradas, diria apenas que se trata de um raio fulgente de Luz que o Amor decide me enviar, a dada altura, para que o possa sentir como algo tangível a que me possa entregar totalmente, proferindo o meu espontâneo “ámen”.

 

Algures dentro deste contexto, Husserl tentou abrir-nos um pouco do véu do Amor, tendo procurado defini-Lo, para o Homem, como a estrutura plural da transcendência na imanência ; para além de ser Ele quem nos salva, em última instância, é também Ele, quem confere sentido ás nossas vidas.

Talvez  Husserl pretendesse - isto de forma mais ou menos precisa - , identificá-Lo com o nosso Polo Norte Magnético ou com a nossa Estrela Polar Mais Cintilante, um misto paradoxal de proximidade e de distanciamento longínquo ; é, curiosamente, neste espaço de métrica variável, que descubro as múltiplas razões do meu viver, exactamente, porque me conheço melhor a mim mesmo, visto estar a remar rumo ao meu ser - o recôndito tesouro da minha essência existencial, onde irei encontrar a chave única da Porta de Deus, que então se me abrirá para sempre.

 

Dentro de todos esses baús multicolores, parte integrante do meu incalculável tesouro, irei encontrar ainda outras chaves, de distintas formas e tamanhos, que não sendo a Minha Chave Mestra, representarão o estatuto de Valores, os quais certamente me irão ajudar a abrir as mil e uma portas e bifurcações do complexo labirinto que é a minha Vida. Contudo, é certo que, depois de decidir abrir a Caixa de Pandora, me irei confrontar com uma parafernália infindável de jóias - anéis, diamantes, rubis, safiras, colares e afins -, que reiteradamente, me tentarão na espera de que sucumba face à sedução tentadora de seus encantos : estas peças de enorme valor material constituem os sérios obstáculos e adversidades com que terei de me debater, são os Anti-Valores.

 

Urge, agora, perguntar como descobrir as chaves deste tesouro que mal conheço ?

 

Na realidade, poderá à primeira vista parecer bastante difícil, mas no fundo, é até relativamente acessível : se estivermos bem atentos, e elevarmos as chaves um nadinha que seja acima das nossas cabeças, interpondo-as entre mim e o Sol - se for de dia, e entre mim e a Lua, se for de noite - , a dado momento, o Amor desenhará, com a Luz reflectida dos meus próprios olhos, uma inscrição na parte mais aureolada para que facilmente as passe a identificar como tal . . .

Mas temos de querer ver e de crer ver ! Aí, começo a aperceber-me de que a minha existência acaba de encetar a sua caminhada vectorial rumo à Verdade - um valor muito especial, visto tratar-se de algo mais -, e deparo-me então, com a textura multidimensional da realidade nua.

 

Conclusão a retirar : o Amor é o Valor por excelência, é na sua mais profunda essência, o Valor sem o qual nada mais pode ter valor. É o Valor  que dá valor e é o que me faz agir e viver. Se não carrego o Amor dentro de mim, o que é que poderei eu valorizar ? Se calhar apenas me restará ó ódio, a sua antítese, aquela espécie de estrada onde o mal viaja a alta velocidade, pulverizando a discórdia e teimando em fazer proliferar a mentira e o erro, através do pecado.

 

            Fará algum sentido tentar hierarquizar o Amor e a Verdade, no top dos Valores ?

 

            Relembrando a inesquecível pergunta que Pilatos lança a Jesus, momentos antes da multidão aclamar pela Sua crucificação, “ O que é a Verdade ? ” ( cf. Jo 18 , 38 ), também cada um de nós, colocado frente a frente com o Seu Amor - tal qual o fizera o Governador Romano -, tem de colocar-se inevitavelmente essa mesma questão. Pensando bem, aquele seu lavar de mãos, que também nós seguimos por diversas ocasiões, muito provavelmente, já em si continha a resposta . . . 

 

Jesus é, efectivamente, a Verdade, pois é Deus e é Amor !

 

            Possivelmente, estareis a pretender separar o Amor da Verdade, isolando um em cada canto do quarto da nossa vida, e mirando-os individualizados, não é assim ?

 

            Descobrireis que a Verdade é, certamente, um outro Valor, apesar de revestido de particularidades muito especiais, que se podem resumir na fórmula abreviada : “ é o Ser que, apenas e só, depende de si próprio para existir ”. A Verdade necessita do Amor para se constituir como Valor - daí a Sua influência determinante, no processo de Revelação do Ser -, todavia já não requer o Seu aval para existir, pois, Ela existe simplesmente, é Ela que decide por si mesma a Sua existência.

 

Bom, em verdade se diga, mesmo que possa existir nestas condições, que significará Ela sem a Presença do Amor ? Que seria da Verdade sem o Amor e do Amor sem a Verdade ? Mais um casal com problemas conjugais, que o tempo se encarregará de afastar ?

 

            O mais importante a não esquecer  é que na horizontalidade do real, na vida tal qual ela é, é que aparecem Valores superiores à vida, que acabam por preenchê-la e dar-lhe um brilho de alegria ; e é graças a esses Valores, com que a imanência nos vai fazendo contactar no dia-a-dia, que compreendemos a sua vital pertinência : sem Eles, a sobrevivência do Homem estaria certamente hipotecada, por isso, temos de encontrar obrigatoriamente pontos de referência universais para que facilmente se estabelecem pontes de entendimento entre nós, numa espiral de comunicação cada vez mais humanizada rumo ao Amor. Esqueçamos, portanto, os Pseudo-valores individualistas e todos os Anti-valores, caso contrário, eles serão a nossa perdição, mais cedo ou mais tarde . . .

 

            Tal como o Amor não constitui um simples sentimento, também a Verdade, vive nos antípodas da trivial opinião. Por  esta razão valerá a pena levantar a seguinte questão  :

 

Não será que o Amor se pode confundir com a Vida da Verdade, a única Verdade da Vida ? !

 

Alarguemos, em seguida, os nossos horizontes, e reflictamos, desta vez, sobre a concepção de intersubjectividade, para, a posteriori, nos ser mais fácil imiscuir nas suas quatro clássicas formas, e suas eventuais correlações . . .

 

Um dos maiores génios da filosofia do século XX, muitas das vezes, criticado pela sua suposta fliação no  NASDP de Adolf Hitler - o Partido Nacional-Socialista Alemão, ou Partido Nazi -, de seu nome Martin Heidegger, mergulhou na questão “ do sentido do Ser ” , tendo por base o reconhecimento dos eventuais horizontes de sentido transcendentais, no essencial : a Verdade, o Bem, o Belo e o Amor.

 

Graças a ele, tornou-se claro que, mesmo a nível pessoal, cada um só poderá ir progredindo na sua própria auto-descoberta, se, de facto, outros estiverem envolvidos neste processo ;  é como se tentasse caminhar, por minha vontade, mas só o pudesse consumar por intermédio das pernas e dos pés dos outros, que não os meus . . .

 

Sinceramente, este véu já entreaberto, confesso, persegue-me regularmente, nas mais variadas situações do meu quotidiano, sinto-o como que um pedido endereçado pela Liberdade em demanda da Relatividade Absoluta.

 

 

Antes de mais, começaria por vos dizer que vejo o Eterno, como o princípio e o termo do tempo ;  como se os rios fossem tempos distintos, indo desaguar num mesmo e único mar, a Eternidade. E, neste contexto, como não poderia deixar de ser, confronto-vos com as nossas concepções de Bem e de Belo !  Como os definiríeis vós, em termos simples ?

 

Ser-nos-á possível encarar o Bem e o Belo, como o Coração e a Mente do filho gerado pelo casal inseparável do Amor e da Verdade ? O que vos parece esta ideia ?

 

Falemos, para já, do Belo.

 

Ora bem, julgo que todos nós já o presenciámos em algum momento das nossas vidas.

Para mim, concebo-O como que o Portal da Eternidade, que se nos mostra, sob a capa de pequenos sinais do domínio do sensível, por diversas ocasiões, sobretudo nas mais inesperadas. Em articulação com o Belo, deparo-me com o Amor, inevitavelmente : Ele será a Ponte para a Eternidade, o Elo de Comunicação que com Ela estabeleço a partir do aqui e do agora. Assim, esta abertura dos Céus com que sou confrontado, sem aviso prévio, como que me antecipa, desde já, a passagem para a Outra Margem, mostrando-me garantias de que, afinal e contra tudo aquilo que temo, Lá me encontrarei um dia com uma Paz e uma Plenitude incomunicáveis. . .

 

Desta forma, vejo o Belo como a Luz com que acordo à nascença, e que volto a reencontrar em cada madrugada em que consigo, em Liberdade, me aproximar do meu lado mais divino - o farol que ilumina o meu futuro e se me antecipa ;  Ele, é de igual forma, o Rosto de Deus com que a Vida me congratulará no seu ilusório final.  

 

Será essa mesma Luz que a Natureza me tenta mostrar nas estrelas e galáxias, ao serão. Será a lâmpada com que procurarei conhecer todo o meu íntimo, graças ao próximo que me ama : sua alma funcionará como que um espelho onde me verei precisamente como sou - creio que viver o Amor é essa partilhar desta profunda Comunhão-Comunicação.  Será como que o Eco de mim mesmo, nalgum recanto da Criação, num algures por que anseio, que me faz ir à procura daquelas poucas “peças do puzzle existencial” que poderão encaixar no meu verdadeiro Eu, mais uma faísca do fogo de Deus, só que especial, dada a sua unicidade.

 

É o Belo quem me mostra, de forma sensível, que o Amor pode ter - e tem - múltiplos rostos, apesar de cada um de nós, apenas aparentemente poder ver uns quantos ; daqui resulta a tal subjectividade de leitura : mas, para cada um de nós, nunca deixará de ser aquilo que nos falta construir enquanto Pessoa - na Eternidade aguarda-me o meu verdadeiro Eu, e é no Outro, graças à magia do Amor, que paulatinamente, o vou alcançando.

 

Por outro lado, é este outro Valor, que constitui o sal e a pimenta com que o Criador tempera, com as devidas diferenças, as nossas existências. O bonito da Vida encontra-se, como é óbvio, no Belo : em Liberdade, o tempo fará com quem nos cruzemos nos sete mares da realidade, e que nos aprendamos a conhecer  uns aos outros, só assim, conheceremos Deus !

 

Constataremos que, sendo todos diferentes, não deixamos por isso, de ter uma mesma base comum : mas, as pequenas e maravilhosas diferenças com que nos debatemos, não deveriam constituir motivo de discórdia e de desamor, mas sim, de inteligente e desafiador entendimento : este é o caminho da humanização por que todos devemos almejar e esperar.

 

Só indo ao encontro do Belo que vive fora do meu Eu, é que poderei reencontrar e fazer estremecer aquele que sempre viveu alojado dentro de mim, desde o meu nascimento, e ampliá-Lo livre e gratuitamente, constituindo-O como a minha oblata pessoal ao mundo - a minha homenagem sentida ao Projecto da Criação Contínua.

 

Nesta caminhada, o Amor ensina-me a gostar de mim, e claro, a gostar ainda mais dos outros, pois, o que serei eu sem eles ?

 

Por tudo isto, vos peço que não confundis o Belo com o erótico devastador. O Belo tem de vos levar ao Eterno, o estritamente erótico não, quando muito, iludir-vos-á e só o tempo vo-lo esclarecerá. Erotizar as nossas emoções é não sair da prisão da dimensão terrena e temporal, é cortar elos de comunicação fundamentais com os outros, é ir caminhando para a gélida e cruel da solidão, subvertendo a importância da beleza - o rosto tangível do Belo que nos fará felizes.

 

A cor dos olhos e da pele, o peso e a altura nada me dizem de essencial acerca daquele que está aqui ao meu lado, apenas, de forma preconceituosa, me afastam cada vez mais ;  não é preciso ser modelo fotográfico para ser humano, mas sim, ser humano para ser modelo de qualquer espécie.

 

Esse não é o verdadeiro Belo, pois não representa o lado que falta completar, esse é o cerne da fealdade : a mentira que construo, por dependências subversivas, e que projecto nos outros, provocando-lhes dolorosas mágoas, a maior parte das quais, demorarão a cauterizar. O mais caricato é que o Belo cândido e puro, também pode ser encarado por cada um de nós, como aquilo que nos faria felizes se fosse nosso, mas que continua a ser capaz de o fazer, apesar de pertencer a outrém : indiscutivelmente, reside aqui um misto de confiança, de esperança e de fidelidade fraternas.

 

 

Nesta fronteira de meandros flexíveis, me venho a deparar com o Bem !

 

Fazer o Bem é abdicar do meu Eu, como no-lo mostra a Cruz, é ir ao encontro do outro, de forma absolutamente gratuita - sem quaisquer pretensões de cobrança de favores - e de lhe entregar o meu Amor. É, com toda a certeza, fazer tudo para multiplicar a centelha da Vida, e estar disposto a sofrer pelo outro. Graças a Ele, o Amor passa de mãos em mãos com muita facilidade, é imparável, pois conseguem-se reparar danos, à partida, irreversíveis.

            Efectivamente, o Belo e o Bem comportam-se, habitualmente, como os dois irmãos gémeos, mais capazes de se complementar e de se inter-ajudar, de forma plena e perfeita ; aliás, nem sequer poderia ser de outra forma, basta relembrar os seus progenitores : o Amor e a Verdade.

 

            Em acção consertada, eles garantem-nos que, à medida que vamos crescendo como pessoas, a nossa abertura ao Outro terá forçosamente de acontecer, é inevitável. De facto, tanto um como outro, não são propriedade exclusiva nossa, são de todos, daí que tenham, impreterivelmente, de ser partilhados, sob pena de entravarmos a dinâmica processual naturalmente em curso.

 

Se por um lado, o Bem confere autoridade à Verdade e coerência - ou fidelidade - ao Amor, por outro, o Belo, democratiza essa mesma Verdade e cria um espaço de maior Liberdade para a vivência do Amor, em regime de integral confiança. Também é possível que o Bem indique ao Belo, que o seu trabalho de construção é inesgotável, na medida em que, em cada novo ser humano, existe sempre uma fatia de nós para apreciar ; à primeira vista, talvez não nos pareça viável, mas garanto-vos que é possível, aliás, creio que esta é uma das facetas deste par de gémeos.

 

Sinto-me: AFORTUNADO PREMIADO PELO BEM
Publicado por $urrealHumanity às 15:15
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