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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

MUNDANEUM OU A CIDADE DA UTOPIA

    

 

Os SurrealHumanity, tendo por base as grandes linhas de força do seu projecto - relembramos a este propósito, a nossa almejada Cidade da Cultura Global -, consideraram mais que oportuno, nesta derradeira etapa, ainda, alusiva aos desenvolvimentos do primeiro período, dar a conhecer aos habitués interessados, por este género de temáticas, um conceito interessante e, verdadeiramente, sue generis, que, de alguma forma, ajuda a consubstanciar os nosso primordiais intentos.

 

Trata-se da Cidade Mundial imaginada por Paul Otlet, a mais sublime quimera da cidade ideal, humanista e pacifista ; bem vistas as coisas, na esteira de muitos ilustres visionários da vastíssima História Universal – só para citar alguns nomes, recordaríamos, aqui, o escritor francês Júlio Verne, ou o proclamado Santo, Thomas More, ou mesmo, mais recentemente, nomes sonantes como o gigante conhecedor da contornável Lei da Gravidade, Lloyd Wright  ou, o não menos, colossal e revolucionário, Le Corbusier.

 

Em boa verdade e procurando fazer justiça aos inúmeros pensadores de sempre, o Homem nunca deixou de perseguir a materialização colectiva da felicidade e da harmonia cósmico-escatológica: a Cidade Ideal, incansavelmente, ladeada por fantasias, por múltiplas derivas e inventivas de filósofos, de escritores e de artistas, advindos dos mais variados quadrantes. Queiramo-lo ou não, este conceito chave, transversal a múltiplas épocas da nossa história, tenazmente, bebeu, desde que há memória, da fonte da esperança e do afluente da fé, tendo-se inspirado, sobretudo, nas intermináveis desilusões sociopolíticas – no presente caso, da sociedade ocidental -, assumindo, habitualmente com digna frontalidade, uma tonalidade de crítica social, patente na caricatura rocambolesca dos costumes e das instituições vigentes.

 

Com a clara intenção de os homenagear, Paul Otlet pensou em arrepiar caminho e acalentou, fortemente, elevadas expectativas quanto à sua própria e genuína cosmovisão : “ o seu grande sonho para o futuro ou a sua utopia” – para voltarmos a utilizar uma expressão, tão cara ao Professor António Câmara -, almejou a criação de uma Urbe mirífica, uma Cidade Maravilhosa que pudesse albergar as várias instâncias charneira do conhecimento ; uma cidade mundial que fosse humanista e pacifista, tão global quanto apátrida, destinada a hospedar – melhor, a acolher -, num único lugar, instituições políticas, centros de conhecimento, ou mesmo, associações internacionais, das mais variadas. 

Para o autor que, hoje, aqui lembramos, a nós SurrealHumanity, acérrimos lutadores pelo despertar de uma Velha Nova Humanidade – ao que parece, nos dias que correm, irreal, daí, a nossa vertente artística do Surrealismo, para colorir, revitalizar e tornar esse sonho real -, ao núcleo de toda esta imensa metrópole, envolta em megalomania, presidiria o Mundaneum, um edifício que antevia como a “máquina para pensar o Novo Mundo”.

Que Homem fantástico e que visionário fora Otlet. Vimos, tão somente, dizer-vos que, para todos nós,  continua a sê-lo …

 

     O mais caricato nesta história, é que, corria o ano de 1928, o conceituado Le Corbusier chegara a avançar com esquissos do seu projecto. Achara que, na altura, a cidade suíça de Genebra era a localização perfeita para os seus arrojados intentos. Gorada a soberba utopia, o Mundaneum persiste, actualmente, em Mons, na Bélgica, com a funcionalidade de centro de exposições e, naturalmente, como lugar de ilusão – potencial chamariz turístico, portanto. Serviu de palco ao majestoso fórum – conceito, aliás, muito gratificante para nós, Surreal -, intitulado “De L´Atlantide aux Cités du Futur”, sem margem para duvidar, uma belíssima tournée guiada aos múltiplos recantos da utopia e aos meandros da mais recôndita migalha de imaginação humana.

 

A pergunta que fica a pairar no ar, e que nós, aqui, reiteramos com vivacidade, é, no fundo e tão só, qual o tipo de Nova Sociedade com que nos é possível sonhar.

 

Acreditamos que a resposta existe e terá que ser dada, nos tempos que se avizinham a breve trecho, pelas espantosas criações da arquitectura contemporânea – em relação à qual, já, intentámos, por diversas ocasiões, desenvolver reflexões -, isto desde os habitats sustentáveis, tão na ordem do dia, e das ilações formais mais temerárias de um porvir. que vai batendo às portas entreabertas de um presente desejoso de se reencontrar consigo mesmo e com um novo reinterpretar de um passado e de uma tradição moderna, passíveis de sucumbir ás veleidades orgulhosas dos meios capitalistas mais desenfreados e desumanos.

 

     Deixamos, pois, o nosso convite para que os entendidos na matéria e demais peritos da actualidade unam esforços, no sentido de remexer nas fantásticas quimeras e utopias escondidas debaixo dos colchões da Literatura Universal, e lhes dêem uma vida sustentável, sempre cotejando as diferentes possibilidades de uma vivência comunitária e holista, como aquela que Platão, Júlio Verne e Thomas More nos legaram, na sua exponencial e caridosa filantropia humanista. 

 

Aprendamos, por conseguinte, a conjugar, no presente do indicativo, de mãos dadas e a uma só voz, o novo Verbo SURREALIZAR :

 

 

Eu SURREALIZO,

Tu SURREALIZAS,

Ele(Ela) SURREALIZA,

Nós SURREALIZAMOS

Vós SURREALIZAIS

Eles(Elas) SURREALIZAM …

 

Sinto-me: UM HOMEM DO MUNDO !
Publicado por $urrealHumanity às 18:01
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