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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

CONTEXTO DE INTERVENÇÃO DO PROJECTO e-UROTHOPIAXXI DOS SURREALHUMANITY

 

   2. INTRODUÇÃO

 

Demos, pois, início à apresentação sucinta do nosso Trabalho de Projecto.

Começamos por antecipar que se trata de um exercício de racionalidade e de imaginação, extremamente, ambicioso e utópico ; mas, convenhamos, muito difícil de realizar.

 

 

 

2.1.CONTEXTUALIZAÇÃO DA TEMÁTICA CENTRAL

 

Mudaram-se os tempos, efectivamente, e voltaram a mudar-se as nossas vontades, como bem o vaticinara Luís Vaz de Camões : os novos ventos da globalização sopram, hoje, pelos quatro cantos do globo, com uma celeridade espantosa, e não há recanto algum que lhes possa escapar; o seu deslumbrante eco reverbera no mais íntimo das consciências societais contemporâneas, sobretudo junto dos aglomerados urbanos ( também conhecidos por clusters ) e das grandes metrópoles, que conseguem atrair a si multidões apaixonadas, ávidas por novas vivências e por outro género de soluções existenciais, exigindo-lhes a colonização das periferias a troco de uma nova rede de acessos e de galanteries.

A este propósito, as estatísticas conhecidas e já divulgadas deixam antever um cenário, deveras, preocupante, para os aficionados do mundo rural e da virginal Mãe-Natureza, ao bom estilo da Baukultur germanófila.

 

Dispomos, além disso, de muitos outros dados alarmantes no que concerne à sustentabilidade ambiental e climática do planeta, e muito por obra da ameaça com que os movimentos terroristas e bombistas nos vão obrigando a sentir, - emergindo do seio de activismos geopolíticos sedentos de poder à escala mundial - vamos pondo, seriamente, em risco a possibilidade de a Organização das Nações Unidas vir a conseguir criar plataformas de entendimento e de convergência, entre as várias sensibilidades que a compõem.

Actualmente, as intelligentsias dos países com maior pendor imperialista e propensão hegemónica, escondem toda a sua desconfiança, sob a carapaça do homo economicus, enquanto termóstato do novo clima que se faz sentir um pouco por todo o lado. É, por isso, natural ouvirmos dizer aos nossos políticos e governantes, que a política se encontra refém da economia pura, tendo em conta a actual conjuntura global.

 

 

Não podemos escamotear o jogo que a União Europeia tem feito a este propósito, desde as intervenções militares no Kuwait e nos Balcãs, sob a liderança das forças militares norte-americanas – com a agravante do derradeiro destes conflitos ocorrer em território continental europeu, impondo uma mediação institucional sensata, a creditar nos anais da História. As dificuldades sentidas, ao nível das negociações diplomáticas entre os vários Estados-Membros, continuam a fazer sentir-se, especialmente, nos momentos em que a suposta Europa deveria falar a uma só voz : seja em relação à intervenção militar dos Estados Unidos da América, no Iraque, ou à resolução da questão kosovar, ou mesmo em relação à integração da nação turca; seja, mais recentemente, em relação à possibilidade de garantir, em ambiente democrático, sobretudo do lado polaco, a ratificação de um Tratado Reformador, em larga escala – mesmo que minimalista nos seus pressupostos filosóficos de base.

Urge, por conseguinte, repensar, desde as suas raízes, todo o modelo do projecto europeu em curso – nas suas várias dimensões económica, política, educacional, institucional, ética e cultural -, no sentido de o potenciar na sua máxima amplitude e de o afirmar, de forma profícua, no plano internacional. Todavia, parece-nos - e isto sem desprimor para os sucessivos líderes dos últimos anos -, que a legitimação política das várias instituições europeias existentes, continua a carecer de outro tipo de afirmação, mais consistente junto do cidadão comum, muito por obra do seu afastamento territorial e distanciamento participativo, no que ao exercício da cidadania diz respeito.

 

É, deste modo, que os ecos e estilhaços mais estridentes do Eu de Pessoa não deixam de nos fazer estremecer, a nós longínquos europeus da  Era 21, igualmente filhos de uma espuma adocicada e de um mar salgado, sempre deslumbrados com as cinco cores com que, incansavelmente, decidimos pintar as terras que nos cabe unir. Talvez, por este facto, a precursão exercida pelo vibrante tridente Deus quer, o Homem sonha e a Obra nasce continua a emitir retumbantes murmúrios que, aos nossos ouvidos, concentrados na sua desatenção, soam como uma nova composição musical revolucionária, cujas linhas melódicas e harmónicas ainda falta depurar em jeito de escanção ultramarina. Não fossem os mares os imortais barões da sobriedade e da mais contrita profecia, lacrimosa e de saudade, é certo, mas límpida no seu apoteótico esplendor.

Nesse sentido, o pioneiro desafio que haveis considerado adequado lançar a todas as escolas secundárias do nosso país e, por arrastamento, ás próprias cidades e respectivas autarquias, vem, não só ao encontro da nossa visão regional, nacional e europeia, para as próximas décadas do século XXI, como também, acaba, incontornavelmente, por nos confrontar com a plausibilidade de uma nova utopia, tão desejosa de se afirmar no quadro da globalização vigente, quanto singrar no plano do reencontro dos valores humanistas, frente ao clima de incerteza que, habitualmente, nos sentimos impelidos a respirar.

 

Com abnegada reverência e elevado sentido de humildade, aqui, vos deixamos, em mãos, a nossa simples proposta, na qual cada um de nós depositou e continua a depositar, todo o seu optimismo e benfazejo agoiro ; quanto ao nome, achámos por bem o apodo : Eurothopia XXI. O óptimo seria que fosse do vosso inteiro agrado e pudesse contribuir, de facto, para engrandecer as cidades; elas sim, as mais directas beneficiárias, no encalece de todas estas idiossincrasias processuais.

 

 

Afinal de contas, não seremos nós, portugueses da ocidental praia lusitana, por mares nunca antes navegados além da Taprobana, quem na sua matriz filogenética consigo transporta, desde o berço, o motu proprio da mundialização ? Terá a Escola de Sagres, realmente, sucumbido face à erosão da temporalidade ou estará Ela à espera de ser reencontrada por algum outro Infante ?

Que as cidades e regiões da nação mais amadurecida do Velho Continente despertem para a nova madrugada que, muito em breve, irá irromper, antecipando o crepúsculo cristalino de uma nova manhã cheia de promessas e de sonhos – basta que oiçamos a Nona Sinfonia dar voz à alma de Friederich Von Schiller  e compreenderemos do que se trata.

 

 

Deixemos de sonhar para nós próprios e aprendamos a sonhar para os outros. Que se ergam, pois, essas Cidades ! Que sejam, sobretudo, Criativas !!  Cidades Criativas !!!

Que a nossa Pátria seja o Mundo. Que no coração desse Mundo encarne o Homem. Que desse Homem nasça a mais bela Utopia. Que essa Utopia seja, também, esta nossa Pátria.

Sinto-me: BEM CONTEXTUALIZADO NA MATÉRIA
Publicado por $urrealHumanity às 18:24
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