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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

OBJECTIVOS CHARNEIRA DOS NOSSOS INTENTOS SUR-RÉELS

 

2.2.OBJECTIVOS ESTRUTURANTES ESSENCIAIS

 

Após uma atenta leitura e ponderada análise de alguns documentos de referência, no âmbito das directivas cimeiras da União, foi-se tornando, cada vez mais, claro, que constitui anseio prioritário da actual agenda política europeia, - mormente, na pessoa do seu líder, José Manuel Durão Barroso, - alcançar um mais pleno entendimento da relação entre a Cultura e a Economia.

 

Bastará, para não subestimar tais propósitos :

(i) analisar as orientações metodológicas subjacentes à Estratégia de Lisboa 2000 ;

(ii) mergulhar, ao de leve, nos programas  Leonardo  Da Vinci,  Socrátes,  Juventude para a Europa  e  FMI ;

(iii) analisar a Agenda Europeia para a Cultura e reflectir sobre o enorme desafio que constitui, para nós cidadãos, a celebração do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, já em curso, para, facilmente, concluir da urgente necessidade, com que a Comissão se tem debatido e continua a debater, de encontrar meios palpáveis que permitam edificar um programa cultural comum, subscrito pela totalidade dos Estados-Membros, sem excepção, que possa servir como alavanca para um crescimento mais consistente e assumir a função de motor de progresso e de desenvolvimento, de todo o espaço comunitário.

 

Em boa verdade, deve afirmar-se, peremptoriamente, que, depois da tão almejada união económica - aliás, espectacularmente bem sucedida, veja-se o crescendo da moeda única, dos últimos tempos, isto se tivermos em conta a paridade com o dólar americano, por exemplo -, outros trilhos devem começar a ser traçados e bem amadurecidos, no seio da multifacetada paisagem da nossa aldeia global ;

isto sem, naturalmente, ignorar os verdadeiros alicerces, submersos pelas camadas geológicas da história e em estado fossilizado, sob pena de um arriscado esvaziamento de conteúdo e de forma, poder vir a desencadear uma derrapagem na esperada evolução do projecto, decerto, com um impacto, potencialmente, nocivo para o equilíbrio sustentado das contas públicas dos vários parceiros estratégicos, com toda a certeza, com consequências gravosas e imprevisíveis para as populações residentes.

É nossa convicção profunda que as Cidades Criativas, a dispersar, inteligente e ordeiramente, pelo vasto território europeu, de menor densidade populacional e maior ligação à terra, despoletando um novo ressurgimento das Regiões, que seja capaz de fazer bascular o paradigma vigente dos Estados-Nação, constituem uma solução ideal – tanto para a “falange fisiocrata”, quanto para a “facção mercantilista” -, no conhecido contexto, para ajudar a resolver, quase de uma única assentada, uma miríade de intricadas problemáticas – algumas das quais com forte pendor correlativo – em prole de uma melhor qualidade de vida das populações e de um bem-estar, suficientemente, capaz de impulsionar o irromper de novas mentalidades.

 

Como é evidente, todas estas novas realidades emergentes devem proporcionar às instâncias políticas e civis adequadas, a ocasião de oiro para se debaterem, em praça pública e á boa maneira ateniense, as questões substanciais, solicitando os pareceres técnicos especializados, junto das instituições apropriadas em regime de diálogo aberto e construtivo, e nomeando equipas, altamente competentes e devidamente certificadas, que assumam a tutela das respectivas pastas. Será, de todo exigível, um novo organigrama e outro tipo de metodologia de trabalho, em que as várias instituições de renome, gravitando em torno da sua órbita de especialidade, sejam capazes de estabelecer protocolos e convénios -  esperamos nós que envoltos em alguma solenidade e com uma forte propensão vinculativa, tendo em vista futuros desenvolvimentos e a prossecução das metas previamente delineadas.

 

 No entanto, as dificuldades e os obstáculos que possam vir a constituir sérios entraves ao normal desenrolar das tarefas, sobretudo, nos timings estipulados para o efeito, não devem, nem podem, hipotecar a exequibilidade integral da grelha de programação acordada, pelo que recomendamos sempre, para este tipo de situações, uma equipa que sirva de back up do sistema e que seja, efectivamente, capaz de inverter, em tempo considerado útil, as últimas adversidades e tendências não previstas.

 

Por outro lado, esta pragmática acção no terreno, a viabilizar a partir de uma dada altura, não poderá nunca arvorar-se o direito – ou a desfaçatez, talvez, corresponda melhor ao que poderá vir a suceder se não forem tomadas as devidas cautelas – de menosprezar, como que passando ao lado, os ensinamentos da Ciência Política, na medida em que todos nós, cidadãos europeus conscientes, sentimos como inevitável ter de conceber um outro tipo de paradigma geopolítico. Pensamos, inclusivamente a este propósito, que, aqui, se virá a jogar o futuro do, cada vez mais obsoleto, modelo da Modernidade, nascido das Luzes e das Revoluções Americana e Francesa, e que, por arrastamento, o conceito de Estado-Nação, já, não mais poderá subsistir incólume à erosão imposta pelas mentalidades recém-criadas.

 

Muito provavelmente, alguns dos estados, da chamada primeira linha de influência, tentarão, a todo o custo, sustentar o, já, desgastado modelo da Modernidade, fundamentado num conceito meio nublado de nação, enveredando por um centralismo de matriz estatal, liberal e dirigido quanto baste, para projectar toda a velha artilharia industrial no novo planisfério. Pelo nosso lado, antevemos para esses países renovadas perestroikas. A obscura e obsoleta cultura do medo, descoberto calcanhar de Aquiles, posto a nu pela nova forma terrorista de fazer política, acabará por se autodestruir e cair no lamaçal do seu próprio ridículo. Na Economia, como em tudo na vida, querer pagar na mesma moeda só irá levar a que, dias depois, alguém tenha de cobrar juros de mora.

 

 Parece faltar muito, ainda, para vermos a maqueta deste novo edifício político-jurídico reformador, ajustado a esta nova ordem internacional de competitividade estonteante, onde a figura do Sujeito tem, forçosamente, de comandar as operações e no qual se alargue, ainda mais, o tradicional leque da separação de poderes.

O que será, ninguém sabe de momento, todavia antevê-se, desde já, uma distinta concepção democrática, quiçá mais exigente e madura a avaliar pelos seus vincados traços meritocráticos, em que o conhecimento e a cultura constituirão trunfos essenciais, para assegurar um mais sólido crescimento económico e financeiro, por forma a poder proporcionar, aos homens, a possibilidade de alcançar um nível de proximidade humana e de entendimento global, como em nenhuma outra era se viu – se não se deixarem adormecer nos braços acolhedores da mais jovem mãe solteira, uma senhora chamada Tecnologia – e em que, para lá das diferenças ideológicas, nós europeus consigamos, de facto, dar vida ao nosso quadro axiológico, no quotidiano das nossas múltiplas relações institucionais e pessoais, num outro tipo de enquadramento que não o do banalizado federalismo - porque não enveredar por um Estado-Supranação, bem ao jeito de Jean-Marc Ferry, de Éttiene Tassin, de Dominique Wolton, ou mesmo, de Jürgen Habermas.

Na realidade, todos conhecemos as várias tentativas frustradas de edificação de uma Europa una, pela via da força – casos de Napoleão Bonaparte e de Adolf Hitler, por exemplo -, e todos sabemos quais foram os resultados alcançados nesses faustosos desaires. No fundo, a unificação sempre foi o nosso pecado original, na justa medida em que todos os seus países a desejaram, vezes a fio, só que ao seu próprio estilo inegociável.

 

 

Foram necessários dois conflitos à escala mundial e milhões de vítimas inocentes, para abrir, um pouco mais, os nossos olhos e perceber o nosso limitado campo de visão, imersos que nos encontrávamos no milenar Mito Babélico. Mas, será que, hoje, o inglês, substituto filológico do latim e do francês, do passado, tem conseguido despedaçar este mito, ao ponto de ouvirmos a Europa falar a uma só voz ?

 

No nossa recatada leitura, entendemos que não. A resposta só pode ser dada pela chama inerte da Arte, redescobrindo a Literatura na sua máxima expressão e todas as restantes linguagens universais da sensibilidade. É ela quem nos poderá garantir, caso venha a associar-se á Ciência e á Tecnologia da hora presente, a confirmação existencial de um ponto de encontro do nosso próprio ser com o de todos os outros, em jeito de comunhão mística e cósmica, em direcção à recém-nascida utopia do Sujeito Virtual.

No plano estritamente político e ideológico, diríamos que esse Estado-Supranação tenderia a socorrer-se de uma espécie de Constitucionalismo Artístico, ao bom estilo Bayreuth de Richard Wagner, suspirando pela superior união das artes. Não será de subestimar, tão pouco, o Paradigma da Complexidade, com os contornos que o colosso, Ilya Prigogine, lhe antevê. A futura Europa, pois, que siga estas pisadas. Comece-se, portanto, pelas Cidades : o ponto nevrálgico das hodiernas Regiões ; por sua vez, os novos motores de progresso, da nova economia de mercado global.

 

Numa altura em que se pretendem retomar as linhas de orientação do mais que badalado, Protocolo de Quioto, na sua Second Amendment, com o intuito de, definitivamente, encetar esforços, em espírito de concertação e cooperação plenas, por forma a tentar pôr cobro, à escala internacional, aos constantes alertas com que o degelo dos glaciares do Ártico nos ameaça bater à porta de casa – esperamos, ao menos, que as colossais jazidas petrolíferas ali existentes não venham a desencadear outro tipo de problemáticas geopolíticas e estratégicas.

 

Num momento em que a actual União Europeia a 27 se debate, a nível interno, com a viabilização efectiva do novo Tratado de Lisboa, de contornos tendencialmente minimalistas, que possa, na sequência dos acórdãos de Schengen e do já consignado Tratado de Nice, catapultar os vários parceiros, na corrida, a uma Europa mais forte e coesa ; desde logo, na sua participação nas grandes decisões políticas mundiais, com o seu role de valores humanistas e personalistas.

 

Numa época recheada de inovações tecnológicas e de infindáveis caudais de informação teleguiada, em que a ditadura do pensamento único parece querer exibir todo o seu arrogante potencial, inclusive no direito ao acesso à Cultura e à Educação livres, seria desejável uma maior ambição, em matéria de alta mobilidade, - que nos permitisse transpor a actual fasquia imposta pelo vigente triunvirato Erasmus, Comenius  e  Grundtvig, ainda que ampliada, com o Processo de Bolonha, e apoiada na nova bengala do empreendorismo do Tio Sam - ao serviço de um modelo de sociedade urbana, que começa a conhecer os seus primeiros dias de crise, e cuja bandeira, bem hasteada, vive desfraldando ao sabor da mais vulgar das precariedades sociais.

 

Num ano civil que se prevê recheado de efemérides e de grandes celebrações : Ano Europeu do Diálogo Intercultural ; Ano do primeiro Fórum para a Aliança das Civilizações ; Ano Internacional da Terra, com a reactivação do Quioto II ; Jogos Olímpicos de Beijing, na China ; Jornadas Mundiais da Juventude, em Sidney, na Austrália ; Europeu de Futebol a disputar na Suiça e na Áustria ; articulação com a comemoração dos Cinquentenário do Tratado de Roma, com a recente ratificação do Tratado de Lisboa, nos Jerónimos ; ponte com 2009, Ano Europeu da Criatividade ; Exposição Universal 2008, em Saragoça, na vizinha Espanha ; implementação consertada do novo Qren 2007-2013 e do InterReg 2008 ; reforço da concertação de interesses em ambiente de novas parcerias e acordos transfronteiriços, designadamente, no sector do Turismo Cultural e Patrimonial, em forte ascensão ; e acentuada tendência afirmativa do novo substrato económico da Cultura,  com a sua nova política de “caça aos cérebros”.

 

 

Neste particular enquadramento, apenas resta às Cidades de todo o globo procurar encontrar-se consigo próprias e com as suas realidades actuais, na busca da sua univocidade identitária, o seu genius loci, num mundo que se vê cada vez mais globalizado e multipolar.

Em nossa modesta opinião, as grandes metrópoles devem, em regime de convergência estratégica, fazer tudo ao seu alcance para travar as suas exponenciais expansões periféricas, autênticos convites ao desmantelamento do mundo rural, e apostar numa visão, a longo prazo, de crescimento sustentável, cooperando com as localidades de menor dimensão (aldeias de referência, vilas e cidades com menor área de superfície), no sentido de as levar a alargar os seus raios de acção instrumentalizada, contribuindo com a sua experiência acumulada e colocando ao dispor toda a sua enorme influência.

 

 Os SurrealHumanity conseguem coisas diferentes ?

Sinto-me: OBJECTIVAMENTE ESCLARECIDO !
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