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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

TRANSNACIONALISMO E MULTILINGUISMO / PARTE II * ANTECEDENTES HISTÓRICOS REMNISCENTES

O DEALBAR DO TRANSNACIONALISMO ...

 

 

A ideia de uma Europa falando a uma só voz, ou seja, comunitariamente obedecendo, no fundamental, a idênticos padrões de convivência, sem prejuízo de eventuais particularismos decorrentes da adaptação ao meio em que se processa a vida de cada grupo social que integra a comunidade no seu todo, não é uma realidade, inteiramente, nova no seu longo e multiforme historial ; não sendo, porventura, ousado afirmar que já se pode constatar nos tempos pré-históricos, designadamente, a partir do paleolítico-médio, correspondente ao Homem de Neandertal.

Com efeito, nesse longínquo e dilatado período o território europeu era, culturalmente, homogéneo: o mesmo teor de vida, os mesmos hábitos e crenças, a mesma utensilagem, a mesma incipiente espiritualidade, arquelogicamente deduzida.

que essa comunidade, por volta do quinquagésimo milénio antes da actualidade, começou a entrar em colapso face a uma nova vaga humana, o Homo Sapiens, proveniente do mundo afro-asiático e melhor dotado para lidar com a inclemência ambiental que, então, se estendeu sobre todo o território europeu.

Do centro para as franjas, os neandertais foram-se extinguindo e deixando espaço para a nova comunidade, que está na base da actual, em gradual diferenciação civilizacional.

Se a ideia de um agrupamento de povos ou populações em grandes extensões territoriais sob a alçada ou por impulso de um só detentor do poder, teve expressão originária no projecto greco-macedónico de Alexandre, seria Roma a potência destinada a realizar na Europa idêntico ideal. Sob a sua tutela, a Europa quase toda foi, de novo, uma só, partilhando com a Urbs os mesmos princípios da vivência cívica, voluntariamente, aceite e praticada durante um dilatado período, ou seja, até quando os chamados bárbaros, em invasões sucessivas, desmantelaram a coesão e estabilidade do universo romano que, de futuro, haveria de constituir, ciclicamente, o figurino de uma Europa política e culturalmente falando a uma só voz.

Assim, surgiram os Renascimentos, o primeiro dos quais, pela acção político-militar de Carlos Magno que, na Alta Idade-Média, refez sob o seu ceptro a unidade imperial dos césares romanos.

Foi sol de pouca dura, mas logo nos séculos XV e XVI, com o humanismo triunfante, se voltaria, em força, aos ideais da romanidade em múltiplos domínios, designadamente o literário e, sobretudo, o linguístico, configurado por Erasmo, que se ufanava de nunca ter falado outro idioma senão o latim da era clássica, o latim ciceroniano; modelo, desde então, de todos os cogitadores do espaço europeu ocidental, uma vez mais, unificado sob o poder dos Habsburgos, com Carlos V à cabeça, sonho familiar desfeito pelos distúrbios revolucionários da nova França antiborbónica.

É a vez de Napoleão tentar a sua sorte, subjugando a maioria dos estados europeus e obrigando-os a aceitar e praticar os ideais dimanados da Revolução e por si assumidos e difundidos pelos seus regimentos a pretexto dos irrecusáveis princípios que, universalmente, devem nortear a vida social, e que outros não são que os direitos fundamentais do ser humano, ideais de liberdade, fraternidade e igualdade que, pronto, se esfumaram com a contra-ofensiva da aliança anglo-germânica, nos campos de Waterloo.

Foi o começo da reorganização dos povos europeus em nações politicamente autónomas e senhoras absolutas dos seus destinos, como antes acontecera com a pulverização do império romano, por obra dos povos bárbaros, que entre si o partilharam em múltiplos estados que, mais fronteira menos fronteira, estão na génese da actual cartografia do respectivo continente.

Estaremos no caminho de, respeitando e reforçando a identidade histórico-cultural de cada estado integrante, voltarmos ao sonho de uma Europa unificada por ideais comuns num cenário estabelecido, não pela força das armas, mas por largos consensos entre as diversas nações em causa?

É bem possível, como já o foi na civilização romana, visceralmente, oposta a todo e qualquer sentimento de discriminação, por razões quer de cor ou de proveniência: uma sociedade pluralista regida por um único Direito universal e intemporalmente aplicável porque gerado nos princípios fundamentais da dignidade humana.

Possível e desejável é pois, com efeito, uma Europa, assim, una e coesa, a qual, sem afrontamento da independência de cada estado-membro, perfeitamente assegurada e consagrada, se assuma como autêntica e salutar pátria comum e generosamente aberta ao convívio com os demais povos do globo.

Longe de ser uma utopia, parece estar em curso a sua concretização como corolário de uma milenária civilização de cunho, marcadamente, humanista.

 

Sinto-me: COM ANTECEDENTES DUVIDOSOS...
Publicado por $urrealHumanity às 21:42
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