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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

TRANSNACIONALISMO E MULTILINGUISMO / PARTE III * FILIAÇÃO SEMÂNTICA DOS NACIONALISMOS

NACIONALISMO, INTERNACIONALISMO E TRANSNACIONALISMO

 

 

 

O Estado, na sua concepção tradicional, tem-se mostrado incapaz de ser o garante da paz e da estabilidade, apesar dos instrumentos que o podem ajudar nessa sua missão e que são: o direito internacional e a organização internacional.

 

Nos tempos actuais, ao mesmo tempo que cresce a interdependência, procuram-se alternativas para as deficiências do Estado, o que pode passar por uma transferência das questões que surgem no relacionamento entre os Estados para outro plano.

 

 

Na cultura ocidental existe um sentimento importantíssimo de nacionalismo, sentimento de lealdade política, que corresponde ao modelo do Estado-nação, onde sobressai o valor da identidade nacional, que pouco ou nada tem a ver com o vínculo jurídico-político da nacionalidade.

 

O facto de se pertencer a um grupo é, por si só, factor determinante para o aparecimento de um conjunto de direitos e lealdades que são incompatíveis com a possibilidade de poderem ser transferidos para grupos diversos. Este sentimento pode originar sentimentos racistas.

 

 

As conquistas de Napoleão, ao mesmo tempo que destruíram as soberanias e o orgulho de outros povos, estabeleceram um governo supranacional e ao mesmo tempo originaram um desenvolvimento dos nacionalismos europeus com características defensivas, o que contribui para o enraizamento do idealismo relativo ao Estado-nação.

 

Neste domínio surge um debate conceitual de natureza ideológica, que é consequência de vários factores, dos quais se devem ressaltar: o nacionalismo imperialista e racista; as guerras provocadas pelo racismo e pelo imperialismo; e as exigências da interdependência.

 

A este nível não se deve confundir nacionalismo com patriotismo. Na verdade eles são conceitos diferentes. Pode-se definir patriotismo como o sentimento de lealdade às terras e ao grupo, respeito pelas leis e instituições; e nacionalismo como o sentimento de superioridade étnico-cultural, respeito pela etnia, língua e tradição.

 

 

Após a Segunda Grande Guerra, o conceito de nacionalismo passou a comportar uma carga negativa, sempre associada a um certo irracionalismo, fonte de imperialismos e contrário a doutrinas e aos princípios modernos de mundialismo e de universalidade.

 

Torna-se claro que esta maneira de analisar o conceito de nacionalismo nada tem a ver com o conceito de Estado-nação consagrado no Direito Internacional. Nacionalismo e Internacionalismo não são doutrinas incompatíveis. O segundo consagra a obrigatoriedade, na actualidade, de definição de objectivos políticos que saem fora da alçada dos Estados, isto é, ultrapassam os seus limites históricos, geográficos e constitucionais, o que vai originar um desenvolvimento do método consensual e de um modelo contratual do tratado e nunca uma política agressiva nacionalista.

 

 

Se Emannuel Kant propunha a constituição de uma entidade que fosse responsável pela aplicação de um direito universal que ficasse acima das jurisdições nacionais, já Karl Marx pensava encontrar a unidade na luta de classes e Hitler propunha-se hierarquizar os povos.

O termo transnacionalismo é muitas vezes usado para designar as instituições e as doutrinas de consenso que são o suporte dessas políticas e que lhes dão continuidade, ultrapassando a vontade dos Estados considerados isoladamente (ex: Organizações Unidas).

Apesar de existirem motivos mais do que suficientes para existir rigor na distinção entre internacionalismo e transnacionalismo, por vezes surgem utilizadas de maneira indiferente. Muitas vezes, recorre-se à expressão transnacionalismo, justamente, para designar as instituições e doutrinas do consenso que apoiam tais políticas e que as prosseguem acima da vontade isolada dos Estados, como seria o caso da Organização das Nações Unidas.

Este rigor é justificado, mas as expressões internacionalismo e transnacionalismo ainda aparecem utilizadas indiferentemente.

 

 

Sinto-me: BEM NACIONALIZADO PELOS TERMOS
Publicado por $urrealHumanity às 23:31
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