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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

DOSSIER "APRENDER NO SÉCULO XXI" * BOAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS * PARTE II

 

 

 

 

Tal como prometido, eis-nos de volta ...

 

Começamos por vos dizer que os Surreal, no final da noite de ontem, fizeram questão de assistir ao interessante debate televisivo, na Canal 1 da Rádio Televisão Portuguesa, alusivo aos contornos do novo Acordo Ortográfico no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, por via do programa "Prós e Contras" - a cargo da jornalista Fátima Ferreira, tendo contado com a presença de figuras ilustres, como sejam  : os escritores Vasco Graça Moura, Lídia Jorge e Nuno Júdice ; o Professor Carlos Reis, actual Reitor da Universidade Aberta ; alguns linguistas e filólogos de reconhecido gabarito, de nacionalidade portuguesa, angolana e brasileira.

 

 

Sendo que nos encontramos em fase de pesquisa de boas práticas pedagógicas - se possível, de vanguarda - para o ensino da língua portuguesa, pareceu-nos oportuno deixar algumas notas pessoais a este propósito.

 

 

Antes de mais, recordamos, a todos, o nosso comentário de domingo último, logo após a publicação do post , pelo Grupo Mentor do CCC, que dava a conhecer a Concurso de Língua Portuguesa, a ser transmitido pela SIC, por volta das 18 horas - passamos, de seguida, á sua transcrição ipsis verbis  :

 

 

"Os SurrealHumanity , visto tratar-se de uma área que nos é particularmente grata, agradecem a divulgação do evento ao Grupo Moderador CCC e enaltecem o facto de um dos grandes media de referência nacional, como é a SIC, se associar, em conjunto com outros agentes, designadamente o Jornal de Letras, na promoção da nossa Língua. A única que inclui, nos seus doutos dicionários, a palavra Saudade ; a única que escreve Fado, começando por maísculas.

Numa altura onde tanto se fala em multilinguismo e em diálogo intercultural, como não nos preocuparmos com o mais sublime pneuma da nossa pátria, com aquela gigantesca migalha de sebastianismo a passar pelo crivo da globalização ?

Não deixemos, pois, de seguirmos de perto os novos desenvolvimentos, como sejam os contornos do Acordo Ortográfico ou a introdução, nas nossas escolas, de uma TLEBS, que muito tem dado que falar ..

Não olvidar que falar português é imortalizar Portugal !

De $urrealHumanity a 13 de Abril de 2008 às 15:28 "

Acontece, porém, que a curiosidade que em nós despertou a presumível ratificação deste Acordo, - escrito em 1990, e que, para alguns especialistas e não só, não passa de mais de uma reforma - por parte dos oito países envolvidos, ainda que deixando de fora Macau, Goa e Timor, foi de tal ordem intensa que, no decurso do dia de hoje, corremos, de imediato, às livrarias em busca de um exemplar - sabíamo-lo a um preço módico -  do livro de João Malaca Casteleiro e de Pedro Dinis Correia, intitulado " Atual - O novo acordo ortográfico - O que vai mudar na grafia do português", publicado pela Texto Editores Lda, no decorrer do último ano.

As ilações a retirar deste documento, dificilmente poderão ser pacíficas - aliás, como ontem ficou bem patente no debate televisivo. Digamos que o consenso, nesta matéria, nos pareceu muito aquém de se poder dar como vencedor ; diversas foram as interpelações, de alguns dos interlocutores presentes, no sentido de requerer, antes de mais, os desejáveis pareceres técnicos, designadamente, dos linguistas e dos filólogos, e não só, como é expectável, do lado português e brasileiro.
Ao que nos foi dado a perceber, a sociedade encontra-se muito divivida sobre as reais vantagens deste dito Acordo.

Falou-se muito, é verdade, da necessidade de projectar a nossa língua, nas suas múltiplas variantes, pelos quatro cantos e demais recantos do mundo global, onde línguas como o castelhano, o inglês e o próprio francês, têm procurado dar passos conjunturais significativos na unificação da sua respectiva "diáspora glolocal". Todos ficámos com a clara sensação de uma prioridade imposta pela agenda política, numa altura em que o Brasil dá a impressão de querer intensificar o seu raio de influência à escala internacional - não apenas no seio da O.N.U., mas também enquanto evidente potência emergente. A hegemonia cultural brasileira, não só pelo mercado das telenovelas da Globo, mas por muito da sua literatura adoçicada, do seu samba, do seu desconcertante Carnaval e das suas praias, conseguiu, de facto, singrar no quadro da afirmação cultural, à escala mundial.

Mas, será que Portugal não terá possibilidades de encontrar o seu próprio caminho de afirmação da sua Identidade Cultural ?
Vasco Graça Moura, no rol das suas várias intervenções, pede-nos para que mantenhamos, ou saibamos manter, alguma prudência em relação à defesa, mais ou menos explícita, de uma visão darwinista das interferências culturais. No seu entendimento, este acordo não favorece, muito menos dignifica, a especificidade linguística da variante portuguesa, tradicionalmente de tendência consonântica para o emudecimento das vogais, pelo que a supressão gráfica das consoantes mudas ou não articuladas, só poderá vir a ser encarada como algo de inaceitável para Portugal.

Na opinião de alguns dos linguistas e filólogos, a mudança da grafia, nos moldes preconizados pelo Acordo, subverte a ordem das coisas, na medida em que deve ser a pronúncia, forjada no seio das deambulações da história e de toda a envolvência existencial, a convidar os especialistas a encetar caminhos de reaproximação a uma nova grafia, naturalmente, reajustada.
Ora, bem vistas as coisas, a pesagem de todos estes argumentos não é fácil de realizar, para os SurrealHumanity.

Seja como for, e dentro da sua já habitual modéstia, temos, tão somente, uma única sugestão a proporse não estiverem, ainda, esgotadas as soluções técnicas  para a concessão de um entendimento entre as partes, pois que sejam dadas a conhecer à opinião pública em geral e que se promova um acérrimo debate no seio da sociedade portuguesa, por forma a peneirar, em conjunto com os experts da língua, a solução que reuna maior consenso e que se assuma como "negociável e generosa" para os restantes membros da CPLP.
Para finalizar, chamamos a atenção de que a frequência de utilização das palavras, no quotidiano das nossas vidas, não pode ser ignorada na hora de "pesar" as pretensas alterações a viabilizar ; donde se infere que deva ser o povo, como em tantas outras alturas sucedeu, a tomar a rédea de comando das operações, no que concerne ao veredicto final.
Que se acabe, de uma vez por todas, com essa desagradável destrinça, em jeito de contraste, na qual, dos dois lados da barricada da contenda linguística, se degladeiam o português brasileiro e o português europeu.

Duzentos milhões de falantes e um futuro promissor pela frente, sinceramente, merecem muito mais que um protocolo formal de matizes exclusivamente ortográficos. O desejável, isso sim, seria um manancial informal de matizes interculturais, pois, por essa via, estaríamos a criar as condições necessárias a uma verdadeira e sustentada expansão da língua. Não há nenhuma língua que não brote de uma cultura viva e de uma assumida identidade, temporalmente dinâmica mesmo nas suas diacronias. O passo seguinte seria uma língua trans-ibérica, para culminar, se assim lhe pudermos chamar, na desejada família de línguas latinas ou românicas ..

Utopias à parte, passe-se, com urgência, ao debate : Acordo Ortográfico, TLEBS e afins, chegou a hora de se chegar a conclusões realistas e de se fazer da Língua Portuguesa, o Coração Imaculado do Quinto Império ...
Um abraço dos Surreal ... Esperança, amigos, Esperança !!!
Sinto-me: A ACORDAR P´RA O ACORDO !!!
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Publicado por $urrealHumanity às 19:09
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