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Sábado, 19 de Abril de 2008

SURPRESA SURREAL AO CONCURSO BIBLIOFILMES * ENSAIO NA WIKIPÉDIA . ORG VERSÃO PORTUGUESA ** PARTE II

 

   

PARTE II

 

 

               Da parte que nos compete, não nos resta outra saída, a não ser, a de apostar tudo na mais humana das cidades : a Cidade da Cultura Global. Estamos em crer: o Élan Vital, ao jeito bergsoniano; ou se preferirmos, o Ponto Ómega, apontado por Teilhard de Chardin, da ordem do dia. Como já nos foi dado a perceber, o multiforme Proteu, sem respingo de pudor, volta a querer transmutar-se em Astrolábio, na certeza, de conseguir proceder à triangulação geodésica das particularidades culturais e civilizacionais, em vias de expropriação hegemónica, ou de recorte, vincadamente, imperialista – mesmo que Ipiranga tenha gritado, desalmadamente, como, de facto, gritou.

 

É nossa plena convicção, esta fértil Terrae Incognitae, por cultivar, conseguirá, subtil e paulatinamente, reequilibrar os Dois Pratos da mais intricada Balança, designada Educação - tipicamente, pendular à la Foucault - : o da Verdade e o do Amor, os eternos progenitores espirituais, cujo Genoma Glorioso, - vulgarmente apodado pela literatura, de propensão mais gnóstica, de Santo Graal, qual supremo Oráculo de Delfos - os filósofos e sábios de cada época, sempre procuraram desvendar, ou pelo menos, desmistificar um pouco, em tom mais coloquial e menos académico, para o comum dos mortais.

 

Que pena, tantos o tenham encarado como desvirtuada encarnação de um poder sem escrúpulos, tout court. Sísifo encontra-se, pois, a salvo do dantesco Tanhatos. E, junto com ele, a loucura melancólica do imbatível guerreiro Ájax ; bem como, a apurada acuidade visual, com que o Infante Dom Henrique e toda a sua comitiva, da mítica Tercena Naval de Sagres, souberam enxergar as ultramicroscópicas e inaudíveis preces, transladadas - até ao Panteão da Sublime Sensibilidade - pelos sibilantes ventos, soprando de um uterino quadrante de futuro, tirado a fórceps, graças à Concepção Imaculada da infatigável Alma Mater; e, todos os demais devotos e apaixonados, pelo Ser e Saber, Asas esculpidas e restauradas de uma Queda, em breve, nos levarão a sobrevoar “ mares nunca dantes navegados” e a passar “ainda além da Taprobana ”. Aliás, rebatida promessa camoniana da Magna Estrofe.

 

Declamados nos Dez (En)Cantos dos Lusíadas e sob a aura de uma sublime eloquência, múltiplos são os Alexandrinos que o aclamado Prometeu nos oferece, lá, bem dentro do seu agrilhoar de emoções e de sentimentos meio enovelados, pelo que, não escamoteamos o arrojo, nem tão pouco, a megalomania, das nossas reais intenções ; aliás, fazendo jus ao seu desmesurado legado e procurando seguir as suas pegadas de gigante, naqueles campos, onde a Geena espreita, sorrateira e cautelosamente, vestida de Tethys, o mostrengo horribilis Adamastor, coroado galã do Reino de Aquém e de Além Bojador.

 

Que nos perdoem os mais fervorosos adeptos dos nacionalismos extremistas, da actual União, mas aquilo com que sonhamos vai, no encalece dos mais destemidos visionários, ao encontro de uma Europa do século XXI, a uma só Voz; desta vez, longe das clássicas resoluções belicistas e, esperamos nós, superando as soluções do foro, meramente, tecnocrático, à la Carte (Constitutionelle). Ela, Europa, que fora a mais bela das mulheres, ao ponto de fazer Zeus, o magnânime do Olimpo, sucumbir aos seus próprios encantos. Ela e Dulcineia, presumíveis candidatas a Ninfas da Ínsula Divina, da República do Canto Nono, são quem nos incita a mover, desde as primícias destas nossas andanças, meio quixotescas. Uma e outra, doam-se a nós em toda a sua ternura, de cada vez que uma Lacryma Christi, fantasiada de Criança, se decide a servir-nos de elixir para a catarse das nossas Almas, como que levitando de uma íngreme cascata, feita de um pedaço de nós e erigida à custa de todos aqueles que ensinámos a amar. 

 

Paralelamente a este anseio, vislumbramos um Portugal moderno e apostado em ofertar uma melhor qualidade de vida às suas gentes; um País mais humano e de cunho mais europeísta, no traçado das suas políticas sociais; uma Nação que saiba dignificar a Herança de Tordesilhas, no trato e no contacto diplomático com os demais Povos e Culturas, e que seja capaz de harmonizar, sob os genuínos ensinamentos da Octingentésima Escola, - que continuam a singrar incólumes, desde a Bula Papal Manifestas Potatum, proclamada, oficialmente, por Alexandre III, na sequência do desfecho do pacto de Zamora - uma espectral visão do lugar a ocupar, no futuro palco das diatribes geopolíticas, com o respeito pleno por uma história repleta de façanhas e encantadoras epopeias, que a todos continua a honrar.

 

E, assim, sob o natural glamour de uma elegante etiqueta, premiar o reencontro com os nossos novos velhos brandos costumes, inegavelmente, os Baluartes e Paredões a manter erguidos, desde a nossa primeira proposta de mundialização ao Novo Mundo em ascensão, de então; muito, por obra e graça de filológicos e eruditos alicerces, - intransponíveis acutilingues, à erosão dos tempos e das vontades - de um vernáculo na dianteira que, actualmente, é capaz de conferir ânimo e alento a cerca de duzentos milhões de interlocutores, à escala planetária.

Afinal de contas, o soneto acabou por sair-nos melhor, que a própria emenda; e, tudo o que julgámos perdido e exíguo, continua vivo num Mapa-Múndi, já sem Bojador, - é verdade - mas com fortes ganas de se imortalizar, no seio da primordial bolsa vitelina, onde o tempo se faz Homem, para que Este possa fazer-se Aeternitas.

Sinto-me: UM LIVRO MAIS ABERTO ...
Publicado por $urrealHumanity às 15:02
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