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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

SURPRESA SURREAL AO CONCURSO BIBLIOFILMES * ENSAIO NA WIKIPÉDIA . ORG VERSÃO PORTUGUESA ** PARTE IV

 

                                              PARTE IV

É bem possível que, a tal Ilha encontrada por More, - contenda de outros esponsais - fiel tripulante de uma das nossas mais obsoletas Catrinetas Trentinas, nos venha, agora, a permitir completar o puzzle, deixado em aberto, - devido, em grande parte, ao forte deslumbramento desencadeado pelos meandros dos Doirados Descobrimentos - graças a estas últimas Vinte e Seis Peças Preciosas Arqueológicas recolhidas, que ainda nos falta colocar, em sede própria; pelo que se ouve, com um número de quilates, ainda por lapidar, em jeito de escanção ultramarina.

 

Quiçá, não nos seja, de todo, impossível, pôr cobro ao rebatido mito sebastiânico, nascido das áridas terras de Alcácer Quibir, indo ao encontro do nosso mais puro genius vivendi, que ainda corre apressado nas veias hipertensas das gentes mais sôfregas e nobres, não sabemos se de cor azul, mas com o salgado sabor a Saudade: a tal fatia de Céu e de Mar que, a todos deve servir de alimento e, nos põe, à solta, face a esta mística vontade de Amar perdidamente um Passado, – como bem no-lo conjuga, na primeira pessoa do singular, a ímpar nostalgia de Florbela Espanca - sempre Presente, mas que todos sentimos em perene porvir, travestido de Futuro. O Fado, esse, sempre foi, queiramo-lo ou não, o Cântico da Saudade que percute o nosso quotidiano ; a nossa forma sui generis de soletrar os segredos, bem guardados, do mais cobiçado dos tesouros: a Jóia da Coroa da Eternidade.

 

Sentimos, neste grito arrepiante da alma, a ânsia de querer recuperar, não apenas, um passado como paraíso; mas, mais que tudo, de poder reinventá-lo, enquanto personificação translineada – hodiernamente, viva - de um excesso de amor, e de um gosto, meio amargo, vividos na frescura de uma mocidade, que parece já não poder voltar mais. Mas que, cumprido o luto, acaba por voltar, inadvertidamente, para junto do coração, mais sensível, dos poetas – os doutos involuntários Pequeninos do Reino, ou Guardadores do Rebanho da Palavra - para então, depois, rumar em direcção a todos os outros.

 

Talvez seja por essa razão, que ainda hoje, continuamos a murmurar, sob o inexorável retorno das Cortes Ultramarinas do Aevum, os mesmos versos e a balbuciar as mesmas prosas, com a mais triste das alegrias e a mais alegre das tristezas. Sim, este é, - e só pode ser - o salvo-conduto da nossa identidade colectiva que, afortunadamente, nos define, de norte a sul do território nacional.

 

Aparentados de vulgares bonifrates, passamos discretos aos olhares desatentos, de todos aqueles que, se arrogam o direito de adorar falsos ídolos e de construir ilusórios impérios na areia; no pleno exercício dos nossos telúricos valores, preferimos, outrossim, que sejam os Mares a erguê-los. De modo que, cantar a solidão, em uníssono, com a voz silenciosa da multidão, nos ajuda, desde sempre, a redimir da nossa pesarosa consciência adâmica, algures entre os sete recantos do Éden, - a que as sucessivas civilizações nomearam de Artes -  e, de onde, permanentemente, teima em renascer das cinzas, o soteriológico Velho do Restelo.

 

Com superabundante evidência, Nele grassa, desde os primórdios da Reconquista, e em todas as suas sábias decisões, um Fogo-de-Santelmo, que nos transverbera, emanado de uma obnubilada Graça que, sem nos conceder direito a ripostar, nos transcende e transfigura como um lume vivo, claramente, visto”.

 

Bem vistas as coisas, esta tem sido, na fiel continuidade da dinastia afonsina, encabeçada por Dom Afonso Henriques, a voz de comando do lusitano genius loci, Portucale, que teima em querer acompanhar-nos de perto, para os séculos dos séculos.

 

Como não desejar ouvi-la à nossa volta ?

 

Como não desesperar por cantá-la, com a alma junto ao peito ?

 

Se para tais propósitos, nos sentirmos impelidos a recorrer à “ Anunciação ” de um René Magritte ; ou à “Metamorfose de Narciso “, do excêntrico e genial, Salvador Dali ; ou mesmo, a subscrever um tipo de prosa, um pouco ao estilo de Guillaume Apollinaire de Kostrowitzky e dos seus famosos calligrammes sur-réels”, - postos a nu, nas intermináveis Tertúlias de Montparnasse - não nos coibiremos de o fazer. Como é evidente, na estrita medida em que, a Pátria da Cultura, sempre foi, este cosmopolita habitat global que, agora, anseia por irromper, no horizonte da vigente pós-modernidade, onde todos procuramos coabitar de forma, mais ou menos, prazenteira.

 

 

Sinto-me: UM CINEASTA E ENSAÍSTA LUSO &
Publicado por $urrealHumanity às 10:38
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